Braga, terça-feira

Companhia de Teatro de Braga devolve vida às ruínas do teatro romano

Diversos

10 Setembro 2020

Redação

As Troianas, de Eurípides, sobem ao palco das ruínas do teatro romano da Cividade de 25 de Setembro a 10 de Outubro. Iniciativa assinala os 40 anos da Companhia de Teatro de Braga e promete ser um momento histórico para a cidade.

Promete ser “um momento histórico” para a cidade, relançando o trabalho de investigação e de escavação nas ruínas do teatro romano da Cividade. ‘As Troianas’, de Eurípides, é o espectáculo com que a Companhia de Teatro de Braga (CTB) vai devolver, àquele anfiteatro romano, o uso para o qual foi construído de 25 de Setembro a 10 de Outubro. Pós pandemia, o objectivo, assegurou o director da CTB, Rui Madeira, é realizar um Festival de Teatro Clássico.


Ontem na apresentação da iniciativa, Rui Madeira confidenciou que é “uma alegria enorme e uma honra assinalar os 40 anos da companhia neste local coberto de história”.


Com uma acústica natural, pretende-se envolver a comunidade neste local, ‘chamando’ cada vez mais os bracarenses para aquilo que é a sua identidade e marca romana. Por isso, a CTB, em parceria com a União das Freguesias de Maximinos, Sé e Cividade, desafia os moradores a instalar nas suas varandas lençóis brancos. “Queremos criar a ideia da frente do teatro romano e precisamos do envolvimento das pessoas”, apelou.


Estes espectáculos vêm também relançar o trabalho de investigação e de escavação nas ruínas do teatro romano da Cividade. O vereador do Património da Câmara Municipal de Braga, Miguel Bandeira, acredita que este espectáculo vai “acelerar e demonstrar perante as entidades a importância de devolver o uso e actividade a estes locais”.


Para o vereador, que esteve na apresentação do espectáculo, a CTB “com este grande projecto, de devolver o espaço ao uso que não se realiza há 2000 mil anos de existência, mostra a visão de alcance e o papel da companhia”.


Destaque aqui para a colaboração entre a Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho e o Gabinete de Arqueologia da Câmara Municipal de Braga. “Temos aqui uma sinergia de comprometimento, contando aqui também com o mecenas dstgroup, porque este espectáculo não pode ser realizado em condições de transição”, referiu.
 


Com este projecto, Miguel Bandeira espera “demonstrar perante as identidades que têm responsabilidades a importância que é devolver o uso e actividade a este lugar”. Esta iniciativa, acrescentou o vereador, “vai abrir portas para encontrar compromisso de uso deste espaço que tem necessariamente de conciliar o teatro e outras artes performativas com a necessidade de prosseguir o aprofundamento do conhecimento e de escavações para passar a estrutura museológica com carácter mais permanente”.


Este espectáculo será, por isso “a pedra de toque” para encontrar o uso deste espaço que seja complementar ao sector arqueológico e museológico que terá que acontecer aqui”.


O vereador foi mais longe: “queremos que estes lugares sejam sentidos e interiorizados pela comunidade e nada melhor do que através do teatro”.


Já a vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Braga, Lídia Dias, começou por louvar o trabalho da CTB, que “não baixou os braços em momento algum”.


Esta proposta é, ainda nas palavras da vereadora, “um acto de coragem e de boa loucura” ao qual o Município de Braga não ficou alheio.


“A sensibilização para a preservação do património continua a ser algo absolutamente marcante e esta iniciativa acontece em plenas Jornadas do Património, este ano ligadas à educação. Tudo isto torna mais evidente este desígnio que a CTB tem desenvolvido ao longo dos 40 anos de vida”, defendeu a vereadora.

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