Braga, sábado

Concelho de Braga prepara-se para eventual agravamento da pandemia

Regional

28 Agosto 2020

Redação

Braga está a trabalhar nas respostas a um eventual agravamento da pandemia. De momento, apesar do aumento de casos activos de Covid-19, a situação epidemiológica não é problemática pois as cadeias de contágio estão controladas e circunscritas.

Depois de em Julho o número de casos activos de Covid-19 no concelho de Braga ter sido inferior a duas dezenas, este mês tem-se verificado um aumento de infecções por coronavírus. Anteontem, ao final do dia, Braga registava já 70 casos activos de Covid-19, num total de 1468 casos acumulados desde o início da pandemia.


Os números mostram que entre segunda e quarta-feira foram confirmados mais 17 casos de Covid-19 no concelho.

Apesar do aumento de casos, a situação epidemiológica concelhia ainda não é reportada como problemática uma vez que “apesar de número de casos ser maior, são contágios ainda relativamente controlados e mais ou menos circunscritos porque tem sido possível identificar as cadeias de contágio”, explica o presidente da Câmara Municipal, Ricardo Rio, que tem acompanhado em permanência a evolução da pandemia.
O elevado número de pessoas em vigilância/isolamento profiláctico por terem tido contacto com casos confirmados de Covid-19 é um dos sinais de que tem sido possível identificar as cadeias contágio e dessa forma actuar para quebrar a transmissão.

Anteontem, as autoridade de saúde tinham 232 pessoas em vigilância activa, mais 59 do que na segunda-feira.


Ricardo Rio enaltece o “excelente trabalho” da delegação de saúde pública na identificação dessas cadeias de infecção, “o que possibilita identificar a origem e, assim, conter o surto”.


Estes focos de contágio que têm surgido no concelho provam como o vírus se propaga com facilidade, razão pela qual “é fundamental não relaxar na prevenção”.


O edil revela que os contágios recentes surgiram sobretudo em convívios familiares, cultos religiosos e em contexto laboral, situações em que “as pessoas baixaram a guarda e relaxaram” nas medidas de prevenção.


As autoridades de saúde, e não só, estão atentas à situação epidemiológica. Na passada semana foi feita a análise da situação concelhia numa reunião que juntou representantes da Câmara Municipal de Braga, da Protecção Civil Municipal, do ACES e Unidade de Saúde Pública, Hospital de Braga, Segurança Social, Cruz Vermelha Portuguesa, entre outras.
 

Nesse encontro foi feito não só o ponto da situação actual, como definidas algumas respostas que poderão vir a ser necessárias em Setembro, um mês tido “o grande” teste para a situação de pandemia devido, sobretudo, à reabertura de todas as escolas.


A resposta a nível de testes de diagnóstico “está garantida” o que evitará situações como as que se viveram em Março e Abril quando os testes escasseavam.


Mantém-se em funcionamento o centro de diagnóstico no Altice Forum Braga e também o do ACES Cávado 1, que funciona no Carandá.


Ricardo Rio avança que este centro de colheita para testes à Covid-19 no Carandá “vai ser reposicionado”, tendo em conta a reabertura tanto da Escola EB1 do Carandá como das aulas de dança e de música ministradas no Mercado Cultural do Carandá. “Este centro de rastreio vai manter-se activo, mas vai ser reposicionado”, constata.
 

Há ainda que contar com a capacidade de resposta do Hospital de Braga que, mesmo sem contar com os testes da Escola de Medica da Universidade do Minho, se reforçou com largas centenas de testes à Covid-19 que já estão disponíveis.


Está-se igualmente a trabalhar no sentido de repor duas respostas, ou estruturas que são importantes no caso de a situação epidemiológica se agravar.


Uma dessas respostas será para pessoas em situação de sem-abrigo, idêntica aquela que funcionou, sob getão da Cruz Vermelha, na pavilhão da Escola EB 2,3 de Nogueira. “Estamos a equacionar uma alternativa, uma vez que as aulas vão recomeçar e não é possível utilizar o mesmo pavilhão”, revela Rio.


Vai também ser criada uma unidade de retaguarda para quem não tem condições de cumprir o isolamento em casa. Será uma unidade que responderá a situações de infecção que não necessitem de internamento hospitalar.


Ricardo Rio avança ainda que vai existir “uma dimensão mais preventiva mais intensa”, junto de “potenciais focos de risco”, nomeadamente os estabelecimentos de ensino, os espaços comerciais e grandes unidades empregadoras, nomeadamente a própria Câmara de Braga que está a reavaliar a adaptar o seu plano de contingência.
 

No início da segunda quinzena de Setembro vai decorrer nova reunião para avaliar a situação do concelho, isto se tal não se justificar antes. Todas as entidades envolvidas na luta contra a Covid-19 estão atentas à evolução da pandemia e colocam ênfase na necessidade de não relaxar nas medidas de prevenção definidas pela DGS.

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