Braga,

Conservatório vai fazer 50 anos e gostaria de ter obras como prenda

Regional

24 Agosto 2020

Redação

Comemora 50 anos no próximo ano e a directora do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian gostaria que a câmara olhasse para a Gulbenkian como uma escola que necessita de obras urgentes.

Os 50 anos do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian começam a dar “sinais de desgaste da idade e a pedir obras urgentes”. O pedido da directora do Conservatório, Ana Maria Caldeira, nas comemorações do 50.º aniversário que se assinala no próximo ano.


“Seria ouro sobre azul”, confessa Ana Maria Caldeira, apelando à Câmara Municipal de Braga, um “novo olhar para as necessidades da escola, à semelhança de outros estabelecimentos de ensino da cidade que já sofreram obras de requalificação, melhorando significativamente as suas condições”.
 

Em ano de incertezas, devido à pandemia do novo coronavírus, a directora do Conservatório espera conseguir comemorar “em grande os 50 anos do Conservatório com uma programação forte ao longo do ano de 2021”.


A directora do Conservatório lembra que “esta escola nunca foi alvo de uma remodelação profunda, mas apenas de algumas obras pontuais, como é o caso do anfiteatro exterior e do auditório, cujas intervenções foram realizadas no âmbito do Orçamento Participativo Escolar (OPE)”.


Ana Maria Caldeira vai mais longe e afirma que “esta é uma escola “desfasada da nova realidade das escolas do século XXI”, apontando a falta de espaços desportivos, como um pavilhão desportivo. “É urgente termos um pavilhão desportivo. Para colmatar esta falha, a DGEstE - Direcção Geral dos Estabelecimentos Escolares, aluga o pavilhão ao lado do Hóquei de Braga para os nossos alunos praticarem desporto. Para além disso, o 1.º ciclo não tem recreios cobertos e os espaços exteriores são em alcatrão, tornando-se perigosos para as crianças”, alertou. E acrescentou: “Esta escola foi muito bem idealizada para ser um conservatório, mas hoje tem falhas que são requisitos actuais, como a sala do aluno e outros espaços que são obrigatórios”.
 

Ana Maria Caldeira confessa-se “desgastada” com a “falta de atenção ao Conservatório que está sempre a esticar o orçamento e contentar-se com as migalhas da DGEstE”, apontando como exemplo o mobiliário. “Quando precisamos de substituir mobiliário, a Dgest manda-nos ir buscar a outras escolas, ou seja, ficamos com as coisas que os outros não querem”.

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