Braga,

Contas consolidadas com críticas da oposição

Regional

18 Junho 2019

Redação

AGERE sobressai no universo municipal pelos lucros que gera, mas oposição pede mais investimento. Contas consolidadas do município foram aprovadas.

AGERE sobressai no universo municipal pelos lucros que gera, mas oposição pede mais investimento. Contas consolidadas do município foram aprovadas.


No dia em que o executivo foi chamado a aprovar as contas consolidadas de 2018 do Município de Braga, foram os relatórios de gestão das empresas municipais que mais discussão geraram.


O vereador do PS, Artur Feio, associou as contas do Município às das empresas municipais por considerar que “o arrastar da situação deficitária de tesouraria da Câmara “contagia” todo o universo municipal, através do atraso das transferências.


O presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, assume que os encargos que o município tem que liquidar são disseminados por todos os seus interlocutores, incluindo as empresas municipais, mas garante que o atraso das transferências “não pôs de todo em causa o funcionamento de qualquer uma”.

 

Os representantes das administrações do Theatro Circo e dos Transportes Urbanos de Braga (TUB) admitiram que foi necessário recorrer a contas caucionadas para obviar aos atrasos das transferências municipais.


Artur Feio apontou baterias ao relatório de gestão e contas da Agere, com troca de argumentos com o presidente do Conselho de Administração, Rui Morais, e voltou a criticar a ausência do contrato de gestão delegada e também de contra-programa.

 

No que toca ao contrato de gestão delegada, o vereador da oposição socialista denuncia que a Agere “anda há seis anos a enrolar a situação” “sem solução à vista”.

 

O vereador socialista reconhece os resultados positivos da Agere, mas critica a não canalização dos lucros para o serviço público.


A redução dos tarifários ou investimentos são as duas vias para aplicar os lucros, aponta Artur Feio que considera que “não há motivos para a Agere não investir mais” e critica a taxa de execução na ordem dos 60 por cento.


O vereador do PS sustenta que “a Agere tem capacidade para avançar com a construção de uma nova estação de tratamento de águas residuais (ETAR) - ja que a de Frossos há muito excedeu a sua capacidade - mesmo sem fundos comunitários”.


Oura crítica prende-se com a entrega de dividendos aos privados.


Sobre esta matéria, o presidente do CA da Agere comprometeu-se a fazer chegar aos vereadores da oposição a acta de distribuição de dividendos que é pública.


No caso da Câmara, está a reter os dividendos para fazer o encontro de contas quando tiver que pagar à Agere os serviços que esta presta ao município, justificou Ricardo Rio.


No caso dos TUB, foi o anúncio de mais um concurso para aquisição de cinco autocarros usados que suscitou dúvidas à oposição.


O administrador, Teotónio dos Santos, justificou a aquisição com a necessidade de reforçar a oferta numa frota com uma idade média de quase 19 anos.


Para o vereador da CDU, a aquisição de mais viaturas usadas “parece um erro de gestão”.