Braga, terça-feira

Covid-19: 380 casos positivos na esfera dos Serviços Prisionais e de Reinserção

Nacional

17 Novembro 2020

Redação

Os casos positivos de infeção com o novo coronavírus entre trabalhadores, reclusos e jovens internados em Centros Educativos são hoje 380, indicou a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP), que abrange cerca de 20 mil pessoas.

Os casos positivos de infeção com o novo coronavírus entre trabalhadores, reclusos e jovens internados em Centros Educativos são hoje 380, indicou a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP), que abrange cerca de 20 mil pessoas.

Segundo adianta a DGRSP, os 380 casos positivos repartem-se por 81 trabalhadores (52 guardas prisionais, 15 profissionais de saúde, seis técnicos profissionais de reinserção social, quatro auxiliares técnicos, dois professores, um auxiliar de cozinha e um segurança de empresa privada), 297 de reclusos e duas crianças filhas de reclusas do Estabelecimento Prisional de Tires.

Os 297 casos de reclusos infetados com o coronavírus que provoca a doença covid-19 concentram-se em três estabelecimentos prisionais (Tires com 148, Lisboa com 93 e Guimarães com 23), precisa a DGRSP, entidade tutelada pelo Ministério da Justiça.

De acordo com a DGRSP, há ainda a registar 167 casos recuperados, sendo 97 de trabalhadores, 66 de reclusos e quatro de jovens internados em Centros Educativos.

A DGRSP refere igualmente que, na sequência de testes efetuados a todos os reclusos e trabalhadores do Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL), e conhecidos todos os resultados, o balanço mantém-se inalterado, com 93 reclusos e seis trabalhadores infetados.

Quanto ao Estabelecimento Prisional de Guimarães, a DGRSP revela que foram testados, no sábado, todos os reclusos e que a totalidade dos resultados recebidos, no domingo, indicava haver 23 reclusos com testes positivos nesta cadeia do Norte do país.

Simultaneamente, os trabalhadores do Estabelecimento Prisional de Guimarães, que haviam sido testados a 31 de outubro, no contexto de triagem preventiva, foram novamente testados, incluindo os da empresa externa que presta serviços a esta prisão, na passada segunda-feira.

"Os resultados, recebidos hoje, são todos negativos. Assim, neste estabelecimento prisional mantém-se o registo anterior de três casos positivos entre os trabalhadores. Casos que decorrem da vida privada das pessoas", esclarece a DGRSP.

No Estabelecimento Prisional de Tires, após a testagem de todos os trabalhadores e reclusas, os resultados finais, recebidos em 09 de novembro, permitem, segundo a DGRSP, dizer que nesta cadeia feminina se registam 148 reclusas com testes positivos, duas crianças que se encontram com as suas mães e oito trabalhadores (cinco guardas prisionais, duas profissionais de saúde e uma auxiliar de cozinha de empresa externa).

É ainda dito pela DGRSP que, na segunda-feira, realizaram-se novos testes às reclusas do Estabelecimento Prisional de Tires que anteriormente acusaram negativo, estando a realizar-se hoje "nova testagem aos casos positivos para critérios de alta".

A informação da DGRSP salienta que nos estabelecimentos prisionais de Tires, Lisboa e de Guimarães as reclusas e reclusos com testes positivos estão genericamente assintomáticos e foram afetados a espaços específicos de cada uma das prisões, onde se encontram em isolamento e sob acompanhamento clínico permanente.

Nestas três cadeias encontram-se suspensas as atividades de formação escolar e profissional e de trabalho, bem como as visitas, com exceção das dos advogados.

"Os reclusos, a quem são diariamente entregues máscaras, manterão, naturalmente, o direito legalmente consagrado a recreio a céu aberto e a telefonar. Os trabalhadores em serviço nos espaços em que se encontram alojados os reclusos positivos estão apetrechados com o equipamento de proteção individual adequado, nomeadamente máscaras FFP2", descreve ainda a DGRSP.

A DGRSP reitera que, em articulação estreita com a saúde pública e seguindo os seus planos de contingência, está empenhada na resolução destes surtos e na salvaguarda da saúde dos reclusos e dos trabalhadores.

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