Braga, segunda-feira

Covid-19: Câmara de Famalicão oferece 'tablets' aos lares para combater solidão dos idosos

Regional

05 Maio 2020

Redação

A Câmara de Famalicão vai oferecer tablets a todos os lares de idosos do concelho, para facilitar a comunicação entre os utentes e os seus familiares através de videochamadas, anunciou hoje o município.

A Câmara de Famalicão vai oferecer ‘tablets’ a todos os lares de idosos do concelho, para facilitar a comunicação entre os utentes e os seus familiares através de videochamadas, anunciou hoje o município.

Em comunicado, o município refere que estão em causa 23 tablets, que implicam um investimento de cerca de 2.500 euros e que vão ser distribuídos por todas as instituições ao longo desta semana.

O apoio municipal surge no seguimento das medidas de segurança e proteção implementadas pelas entidades de saúde no contexto da pandemia de covid-19, que não permitem, para já, as visitas presenciais de familiares e amigos aos idosos residentes nos lares.

"Para evitar um isolamento ainda maior e a solidão, decidimos oferecer este pequeno contributo municipal que irá permitir uma maior aproximação entre os nossos seniores e os seus familiares", afirma o presidente da Câmara.

Citado no comunicado, Paulo Cunha sublinhou a importância de manter as comunicações e as relações com o exterior e adiantou que, muitas vezes as videochamadas são realizadas através de equipamentos pessoais dos funcionários.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 251 mil mortos e infetou quase 3,6 milhões de pessoas em 195 países e territórios. 

Mais de um 1.1 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.074 pessoas das 25.702 confirmadas como infetadas, e há 1.743 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos a aliviar diversas medidas.

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