Braga, sexta-feira

Covid-19: Caminha decide restrições 'adicionais' e cancela eventos até fevereiro de 2021

Regional

02 Novembro 2020

Redação

O presidente da Câmara de Caminha anunciou hoje ter decidido cancelar, até fevereiro de 2021, "todos os eventos culturais, desportivos e lúdicos que não permitam controlo efetivo sobre lotação, circuitos e distanciamento social".

O presidente da Câmara de Caminha anunciou hoje ter decidido cancelar, até fevereiro de 2021, "todos os eventos culturais, desportivos e lúdicos que não permitam controlo efetivo sobre lotação, circuitos e distanciamento social".

Em declarações à agência Lusa no final de uma reunião da comissão municipal de proteção civil de Caminha, no distrito de Viana do Castelo, Miguel Alves disse que aquela é uma das medidas "adicionais" às anunciadas no sábado pelo Governo, e que o município vai também aplicar a partir quarta-feira.

"Reforçamos as medidas de contenção da pandemia de covid-19 porque queremos baixar o ritmo atual de infeções. Em outubro tivemos o triplo das infeções que tínhamos tido até aí e agora temos de fazer tudo para abrandar", afirmou o autarca socialista.

"No final de setembro, Caminha registava 43 casos positivos, sendo 13 ativos. No final de outubro, o concelho registou 199 casos positivos, sendo 82 ativos. Só no mês de outubro registaram-se 156 casos, ou seja, tivemos no último mês o triplo dos casos que tínhamos acumulado até final de setembro. Os casos ativos são seis vezes mais. E passamos de um para quatro óbitos, apesar do surto no lar de Seixas", especificou.

Miguel Alves alertou que, "em duas semanas de outubro, incluindo a última, Caminha teve mais de 240 casos por 100 mil habitantes", sendo que "na última semana foi atingido o índice 296, o segundo maior do distrito de Viana do Castelo".

"Temos ainda 28 dias seguidos com um índice superior a 60 casos por 100 mil habitantes (o número maior no distrito) e 14 dias seguidos sempre com crescimento de casos", destacou.

Segundo Miguel Alves, "a esmagadora maioria das atuais infeções estão a ser contraídas em ambiente familiar ou pós-laboral, num registo de descontração".

"O meu apelo é simples: cumpram as regras de higienização e distanciamento social, cumpram as medidas do Governo. E mais, nos próximos tempos esqueçam as jantaradas com a família toda, adiem as cerimónias que tinham pensado fazer com a presença dos amigos, evitem o convívio com os colegas de trabalho ao final do dia, deixem para o ano o jantar de Natal da empresa", frisou.

Caminha integra a lista nacional de 121 abrangidos, a partir de quarta-feira, pelo dever cívico de recolhimento domiciliário, novos horários nos estabelecimentos e teletrabalho obrigatório, salvo "oposição fundamentada" pelo trabalhador, devido à covid-19.

"A escola tem de continuar aberta, o comércio também, o serviço público deve manter-se, mas temos todos que perceber que, se nada fizermos, daqui a umas semanas temos que fechar e isso terá um impacto dramático na comunidade", reforçou.

Entre os eventos hoje cancelados encontram-se "a corrida de São Silvestre, a festa de Passagem do Ano e o desfile noturno de Carnaval, em fevereiro de 2021".

Ficam também sem efeito várias atividades de animação natalícia, como o passeio de bicicleta do Pai Natal, feiras, concertos de Natal fora dos espaços do teatro Valadares ou cineteatro dos Bombeiros Vila Praia de Âncora, concerto de Ano Novo e o Baile de Assalto.

No concelho não serão ainda realizados "almoços e jantares de Natal, como o almoço das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPPS) ou tradicional jantar da Câmara de Caminha".

Em vigor continua "a proibição de uso de parques infantis, de equipamentos desportivos por atletas não federados, fontes, fontanários, entre outros".

A comissão municipal de proteção civil de Caminha decidiu ainda "revitalizar a Rede Complementar de Apoio com mais publicidade, mais recursos, mais entregas ao domicílio e reabilitar a linha de apoio psicossocial ao munícipe".

As medidas hoje decididas "serão reavaliadas a todo o momento", frisou.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,2 milhões de mortos e mais de 46,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.590 pessoas dos 146.847 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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