Braga, quinta-feira

Covid-19: Distribuidores farmacêuticos sem plano de contingência em caso de infeção

Nacional

12 Março 2020

Redação

Os distribuidores farmacêuticos apelaram hoje às autoridades de saúde para definirem um plano de contingência para este setor, de forma a que uma eventual infeção num armazém não implique a sua paragem e consequente quebra de abastecimento de farmácias.

Os distribuidores farmacêuticos apelaram hoje às autoridades de saúde para definirem um plano de contingência para este setor, de forma a que uma eventual infeção num armazém não implique a sua paragem e consequente quebra de abastecimento de farmácias.

Segundo Nuno Cardoso, secretário-geral da Associação de Distribuidores Farmacêuticos (ADIFA) afirmou que as empresas associadas desenvolveram os seus próprios planos de contingência para responder a possíveis infeções internas causadas pelo novo coronavírus, com base nas recomendações dos organismos internacionais e as autoridades nacionais de saúde.

No entanto, não têm qualquer plano definido pelas autoridades de saúde, pelo que se mostram preocupados com a impossibilidade de assegurar o fornecimento de medicamentos ou dispositivos médicos, no caso de se verificar alguma situação de infeção, e apelam às autoridades, “nomeadamente à Direção-Geral da Saúde, para a adoção de um plano de contingência específico, em prol da saúde pública”, face ao surto de Covid-19, declarado como pandemia pela Organização Mundial da Saúde.

“No que diz respeito ao plano de contingência, o que nos preocupa é que a nossa atividade assegura a continuidade de abastecimento, pelo que os nossos funcionários não podem parar a atividade. As nossas empresas adotaram planos com base nas recomendações, mas queremos que exista um plano de contingência específico das autoridades, para que no caso de infeção não seja colocada em causa a paragem de um armazém”, disse à Lusa.

Segundo o representante dos distribuidores, é fundamental “garantir uma atuação rápida e que os armazéns não sejam colocados em causa”.

O novo coronavírus responsável pela Covid-19 foi detetado em dezembro, na China, e já provocou mais de 4.600 mortos em todo o mundo, levando a Organização Mundial de Saúde a declarar a doença como pandemia.

O número de infetados ultrapassou as 125 mil pessoas, com casos registados em cerca de 120 países e territórios, incluindo Portugal, que tem 78 casos confirmados, dos quais 69 estão internados.

A região Norte continua a ser a que regista o maior número de casos confirmados (44), seguida da Grande Lisboa (23) e das regiões Centro e do Algarve, ambas com cinco casos confirmados da doença.

O boletim divulgado hoje assinala também que há 133 casos a aguardar resultado laboratorial e 4.923 contactos em vigilância, mais 1.857 do que na quarta-feira.

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