Braga, terça-feira

Covid-19: Escola de Braga quer suspensão de aulas presenciais e exames nacionais

Regional

15 Maio 2020

Redação

O Conselho Geral do Agrupamento de Escolas Alberto Sampaio, em Braga, defendeu hoje a suspensão do regresso às aulas presenciais e dos exames nacionais, alertando que a infeção por covid-19 é mais que previsível.

O Conselho Geral do Agrupamento de Escolas Alberto Sampaio, em Braga, defendeu hoje a suspensão do regresso às aulas presenciais e dos exames nacionais, alertando que a infeção por covid-19 “é mais que previsível”.

Em comunicado, aquele agrupamento refere que as garantias de segurança dadas pela tutela são “manifestamente insuficientes” e sublinha que a relação custo-benefício do regresso às aulas presenciais “se anuncia, no mínimo, duvidosa”.

“Os objetivos deste regresso não são explicitados pela tutela com argumentos pedagógicos, mas antes como uma medida de desconfinamento, para se procurar uma solução social e económica de equilíbrio, escudando as orientações emitidas meramente em questões técnicas”, lê-se no comunicado.

Para o agrupamento, “a insistência na manutenção dos exames, quando o diploma do ensino secundário será atribuído com a classificação interna final, torna ainda mais patente que os exames nacionais mais não são do que pôr o ensino secundário ao serviço do ensino superior, visto que servirão exclusivamente para a ele aceder”.

Em causa está o retomar das aulas presenciais para os 11.º e 12.º anos, agendado para segunda-feira.

O Agrupamento de Escolas Alberto Sampaio diz que “persistem sérias dúvidas” quanto à existência de recursos físicos e humanos suficientes para a necessária desinfeção dos espaços escolares.

Refere ainda que a maioria das turmas é composta por 28 a 30 alunos, pelo que, e para manter a devida distância social recomendada, ou a turma ocupa um grande espaço sem condições acústicas ou é dividida em dois grupos, o que causará “grandes limitações espaciais, assim como nos horários de alunos e de professores”.

Além disso, o agrupamento diz ainda que os constrangimentos resultantes da divisão das turmas, aliados ao horário de funcionamento definido pela tutela (das 10:00 às 17:00), implicam que os alunos tenham apenas, em regime presencial, metade da carga horária a cada disciplina.

“Em caso de infeção, mais do que previsível, não haverá equidade, na medida em que algumas turmas entrarão em quarentena, enquanto as outras continuarão presencialmente. Caso os professores sejam comuns, todas as suas turmas entram em quarentena”, alerta.

Além disso, acrescenta, “não há uma solução equitativa para os casos de alunos com doenças graves que os impeçam de frequentar as aulas presenciais, muito menos para aqueles que, em situação de infeção ou de quarentena, ficam impedidos de realizar o exame nacional, pondo em causa, em particular no caso do 12.º ano, o acesso ao ensino superior na primeira fase, bem como o trabalho desenvolvido ao longo dos 3 anos”.

Lembra ainda que a avaliação externa, garantida pelos exames nacionais, será tida em conta exclusivamente para o ingresso no ensino superior, no presente ano letivo, sendo o diploma do ensino secundário atribuído com a classificação interna final.

“Tendo em conta estes condicionalismos, o Conselho-Geral entende que o regresso às aulas e a realização de exames nacionais deverão ser suspensos”, remata o comunicado.

Portugal entrou no dia 03 de maio em situação de calamidade devido à pandemia, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta nova fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

O Governo deverá aprovar hoje novas medidas para entrarem em vigor na segunda-feira, incluindo as visitas a lares, a reabertura das creches e dos equipamentos sociais de apoio à deficiência, aulas presenciais para os 11.º e 12.º anos, e a reabertura de algumas lojas de rua, cafés, restaurantes, museus, monumentos e palácios.

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