Braga, segunda-feira

Covid-19: Gil Vicente retomou os treinos no relvado sem casos positivos

Desporto

04 Maio 2020

Redação

O plantel do Gil Vicente regressou aos treinos no relvado, de forma individualizada e sem casos de infeção pela pandemia de covid-19, anunciou hoje o nono classificado da I Liga de futebol.

O plantel do Gil Vicente regressou aos treinos no relvado, de forma individualizada e sem casos de infeção pela pandemia de covid-19, anunciou hoje o nono classificado da I Liga de futebol.

“Sabemos que o momento é muito difícil, mas estamos muito felizes por podermos voltar ao relvado e fazer o que mais gostamos. Estou bastante confiante para esta fase e espero que a equipa possa desenvolver o futebol que estava a desempenhar. Tenho a certeza de que voltaremos a fazer grandes jogos para dar alegrias aos adeptos”, referiu o guarda-redes brasileiro Denis, numa nota publicada pelo clube de Barcelos nas redes sociais.

Os minhotos aproveitaram a entrada do país em situação de calamidade no domingo, após três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março, para voltar a pisar o relvado sob redobradas medidas de distanciamento, quase um mês e meio após a suspensão da I Liga, que será reatada à porta fechada a partir de 30 e 31 de maio.

“Senti-me seguro. O clube montou um esquema muito adequado, respeitando distâncias de segurança para todos os atletas. Agora é só fazermos o nosso treino e tentar voltar à melhor forma possível”, descreveu o dono da baliza dos ‘galos’, de 33 anos, que encaixou 32 golos nos 28 encontros disputados na época de estreia no futebol europeu.

A formação liderada por Vítor Oliveira cumpriu planos individuais de treino nas respetivas residências entre 12 de março e 15 de abril, em consonância com o confinamento social recomendado pelas autoridades sanitárias, antes de acordar com a direção presidida por Francisco Dias da Silva um período antecipado de 19 dias de férias.

“Fisicamente não senti tanta dificuldade, já que vínhamos fazendo trabalho específico em casa. É lógico que não é a mesma coisa que estarmos dentro do campo, principalmente para os guarda-redes. Se a parte aeróbica e a corrida foi tranquila, tive de começar a readaptar o corpo às quedas e ao contacto com a bola”, apontou Denis.

Depois de todos os membros do Gil Vicente terem recebido hoje resultados negativos aos testes de despistagem ao novo coronavírus efetuados na quinta-feira, Vítor Oliveira distribuiu o plantel em horários e espaços diferentes dos relvados dos estádios Cidade de Barcelos e Adelino Ribeiro Novo e do Campo de Carvalhal.

A planificação vai manter-se nas próximas duas semanas, sempre com materiais de treino individualizados, na ausência do defesa Fernando Fonseca, a recuperar de uma lesão da sindemose, contraída no empate caseiro com o Santa Clara (1-1), em 08 de março, que correspondeu à última partida dos minhotos antes da paragem.

Numa época assinalada pelo regresso ao principal escalão do futebol nacional, após uma reintegração administrativa a partir do Campeonato de Portugal, na sequência do ‘caso Mateus’, o Gil Vicente ocupa a nona posição à entrada para as 10 jornadas finais, com os mesmos 30 pontos de Moreirense e Santa Clara, 14 acima da zona de descida.

A realização dos 90 jogos do campeonato, que é liderado pelo FC Porto, com um ponto de vantagem sobre o campeão Benfica, e da final da Taça de Portugal, entre ‘dragões’ e ‘águias’, ainda está sujeita à aprovação por parte da Direção-Geral da Saúde de um plano sanitário apresentado ao Governo pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional.

Os campeonatos de futebol de França e Holanda já foram cancelados devido à pandemia de covid-19, enquanto países como Alemanha, Inglaterra, Itália, Espanha e Portugal vão preparando o regresso gradual à competição a partir das próximas semanas.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 247 mil mortos e infetou mais de 3,5 milhões de pessoas em 195 países e territórios. Mais de um milhão de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.063 pessoas das 25.524 confirmadas como infetadas, e há 1.712 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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