Braga, sábado

Covid-19: Itália aproxima-se das 26.000 mortes com mais 420 em 24 horas

Internacional

24 Abril 2020

Redação

A Itália regista hoje 25.969 mortes pela covid-19, mais 420 em 24 horas, número inferior ao dos últimos dias, mas o de casos positivos voltou a ultrapassar a barreira dos 3.000, subindo aos 3.021, indicaram hoje fontes sanitárias italianas.

A Itália regista hoje 25.969 mortes pela covid-19, mais 420 em 24 horas, número inferior ao dos últimos dias, mas o de casos positivos voltou a ultrapassar a barreira dos 3.000, subindo aos 3.021, indicaram hoje fontes sanitárias italianas.

Segundo a Proteção Civil italiana, desde 21 de fevereiro, dia em que Itália registou o primeiro caso positivo, o número de infetados ascende oficialmente a 192.994 contágios totais, dados que incluem os óbitos, os curados e os atualmente infetados.

O número diário de novos infetados tem mantido uma tendência de diminuição ao longo da semana, totalizando, hoje, 106.527, menos 321 que na quinta-feira, enquanto os clinicamente curados são agora 60.498 (2.922 nas últimas 24 horas), estando a reduzir-se também o de hospitalizados e de pacientes nos cuidados intensivos.

O norte de Itália, sobretudo na Lombardia, continua a ser a região mais afetada pela pandemia do novo coronavírus, tendo sido detetados quase 1.100 novos casos nas últimas 24 horas.

Em comparação, a região central de Lazio, que inclui a capital, Roma, registou pelo sexto dia consecutivo menos de 100 novos casos diários.

A Proteção Civil de Itália salientou que, do total de infetados, 82.286 pessoas (77%) estão em casa assintomáticas ou com sintomas ligeiros.

O presidente do Instituto Superior de Saúde (ISS), Sílvio Brusaferro, destacou hoje que a pandemia está a diminuir de intensidade “um pouco por todo o país”, o que considerou “muito positivo”, mas alertou para “não se baixar a guarda”.

O Governo italiano está a estudar a reabertura gradual do país a partir de 04 de maio e um dos pontos em causa é como gerir os transportes públicos para evitar aglomerações de pessoas e que esses espaços se convertam em focos de contágio.

Hoje, em Roma, as medidas de segurança e de higiene começaram a ser experimentadas no metro e na rede de autocarros.

As experiências foram realizadas na estação de metro de San Giovanni, em que alguns funcionários controlaram os acessos para evitar aglomerações. No chão da estação, foram pintadas marcas de segurança para identificar a distância mínima entre os passageiros.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 200 mil mortos e infetou mais de 2,7 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 720 mil doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram, entretanto, a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos, como Dinamarca, Áustria, Espanha ou Alemanha, a aliviar algumas das medidas.

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