Braga, sábado

Covid-19: jovens voluntários divulgam recomendações da DGS

Regional

08 Julho 2020

Redação

Assembleia Municipal aprovou a criação do programa Voluntariado Covid-19 - Jovens Cidadãos Activos, iniciativa que vai mobilizar jovens para sensibilizar para o cumprimento das indicações da DGS.

A criação do novo Programa de Voluntariado Covid-19 – Jovens Cidadãos Activos foi aprovada pela Assembleia Municipal de Braga. Os deputados do BE e da CDU abstiveram-se na votação.

Este foi um dos pontos da sessão extraordinária daquele órgão autárquico, que reuniu anteontem à noite, para dar seguimento a sessão de 26 de Junho que tinha sido suspensa devido ao adiantado da hora.

O Programa de Voluntariado Covid-19 – Jovens Cidadãos Activos é uma iniciativa de carácter excepcional pensada pela Câmara de Braga, no âmbito do combate à pandemia causada pela Covid-19.

O programa destina-se aos jovens que vão sensibilizar a população para as recomendações da Direcção-Geral de Saúde nos parques, equipamentos desportivos (incluindo piscinas municipais) e praias fluviais durante o período de Verão, mais concretamente em Julho, Agosto e meados de Setembro.

O programa mereceu os elogios das bancadas do PSD e do CDS-PP, que aproveitaram para destacar o papel do município no combate à pandemia e no apoio às populações mais afectadas pela crise causada pela situação epidémica.

Pela bancada socialista, o deputado João Nogueira, enalteceu o voluntariado, realçando que “é do mais nobre que existe na sociedade”, mas aproveitou para lembrar que o Município conta com um Banco Local de Voluntariado que seria “importante ter a actuar” no contexto actual.

Além de enaltecer o papel das Juntas de Freguesia no apoio às populações no contexto da pandemia, João Nogueira lembrou que o município já teve uma Comissão Inter-Freguesias que se organizava de forma desconcentrada pelo território municipal e que para além do diagnóstico que fazia, propunha também soluções e formas de actuação não só do município, mas também do grupo de freguesias e de outras entidades de índole social, desportivo e cultural.

Pelo Bloco de Esquerda, Alexandra Vieira considerou que a Câmara não fez tudo o que estava ao seu alcance para apoiar as populações neste contexto de crise causada pela pandemia. “Esta resposta, juntamente com uma ou outra medida, continua a ser fraca em termos de assistência às populações mais vulneráveis do concelho”, afirmou.

Para a deputada do BE, é necessária “uma resposta pública estruturada e organizada”, uma resposta “mais articulada com quem está a trabalhar no terreno”.

Bárbara Barros, da CDU, não quis “retirar mérito”ao voluntariado, mas aproveitou para denunciar que “muitas vezes o voluntariado serve para substituir trabalho e funções de trabalho”.

“Não podemos substituir constantemente funções que são de responsabilidade, que são necessárias sempre e necessárias para garantir o apoio as populações. Não podemos aceitar que o voluntariado, por ser fácil de simpatizar, possa substituir o trabalho e os direitos de quem trabalha”, vincou.

Não querendo dizer que a critica se aplicava ao caso específico deste programa, Bárbara Barros defendeu que é necessário reforçar os meios já existentes, mas com técnicos e outros profissionais capacitados para o efeito.

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