Braga,

Covid-19: Marta Temido admite extensão do número de camas no SNS para infetados

Nacional

25 Setembro 2020

Redação

O número de camas para doentes com covid-19 nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) poderá ser alargado em função da evolução da pandemia em Portugal, assegurou hoje a ministra da Saúde, Marta Temido.

O número de camas para doentes com covid-19 nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) poderá ser alargado em função da evolução da pandemia em Portugal, assegurou hoje a ministra da Saúde, Marta Temido.

Na conferência de imprensa sobre a evolução da pandemia, a governante salientou que existem atualmente “cerca de 21 mil camas de internamento” no SNS e apresentou apenas um retrato detalhado das regiões do Norte e de Lisboa e Vale do Tejo, sem deixar de salientar que “a capacidade de gestão das camas de internamento é flexível” entre as diversas instituições.

“Em 24 de setembro, a região Norte reportava ter um total de 5.498 camas, sendo que 268 estavam afetas a enfermaria covid, onde estavam internados 156 doentes; relativamente a unidades de cuidados intensivos [UCI], estão afetas a doentes covid 41 camas, das quais 26 ocupadas”, explicou, elencando de seguida o cenário de Lisboa e Vale do Tejo: “Há 7.083 camas, sendo que 553 estão afetas a doentes covid e 346 estão ocupadas, e em unidades de cuidados intensivos estão 85 camas afetas a doentes covid e 54 ocupadas”.

Marta Temido enfatizou ainda que estes números ocorrem numa fase da pandemia em que não está suspensa a atividade assistencial a doentes com outras patologias, depois de se ter verificado uma quebra significativa dessa realidade durante o confinamento.

“Aquilo que estamos a referir como camas afetas a covid pode ser expandido, este não é o nosso limite de ocupação”, notou, acrescentando: “Tínhamos ontem [quinta-feira] 68% de ocupação das nossas UCI polivalentes de adulto nível 3 sem suspensão de atividade assistencial não covid e é isso que queremos manter o mais possível”.

Paralelamente, a ministra da Saúde reiterou a adaptação das atuais áreas de covid-19 nos cuidados de saúde primários e nas unidades de urgências em áreas dedicadas para doentes respiratórios (ADR), devido à “confluência de duas realidades nos próximos meses”, em alusão à chegada da fase da gripe em simultâneo com a continuação da pandemia provocada pelo novo coronavírus, cujas sintomatologias são semelhantes.

Em relação ao acompanhamento de grávidas nos partos, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, clarificou que a orientação “vai no sentido de permitir, obviamente, o acompanhamento da grávida por quem ela entender”, embora a última palavra pertença às equipas clínicas responsáveis.

“Não podemos fazer uma norma fechada e cega. [A orientação] deixa às equipas clínicas a última decisão de, em determinadas circunstâncias, poderem dizer que por motivos clínicos e de segurança – quer da mulher, quer dos profissionais, quer do acompanhante -, não poder ser possível esse acompanhante estar presente. Mas a regra é estar presente, é um direito que queremos que se mantenha o mais possível. Apelo a que os serviços tentem cumprir esta regra o mais possível”, vincou.

Portugal contabiliza pelo menos 1.936 mortos associados à covid-19 em 72.055 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 984.068 mortos e cerca de 32,3 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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