Braga,

Covid-19: Médico do Gil Vicente acredita num plantel preparado para retomar I Liga

Desporto

06 Maio 2020

Redação

O médico do Gil Vicente garantiu hoje que os futebolistas do nono classificado da I Liga estarão capacitados para subir aos relvados no final de maio, no âmbito do plano de desconfinamento motivado pela pandemia de covid-19.

O médico do Gil Vicente garantiu hoje que os futebolistas do nono classificado da I Liga estarão capacitados para subir aos relvados no final de maio, no âmbito do plano de desconfinamento motivado pela pandemia de covid-19.

“Estaremos preparados para regressar aos jogos e terminar o campeonato dentro de campo. Isso não depende de nós, mas assim procederemos se nos forem apresentadas todas as condições de segurança. A Direção-Geral da Saúde [DGS] está a trabalhar nesse sentido e nós estamos a fazer a nossa parte, aguardando por novas indicações”, referiu António Araújo, numa conversa promovida pelos minhotos nas redes sociais.

Os ‘galos’ aproveitaram a entrada do país em situação de calamidade no domingo, após três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março, para voltar a pisar o relvado de forma individualizada no dia seguinte, quase um mês e meio após a suspensão da I Liga, que deve ser reatada à porta fechada a partir de 30 e 31 de maio.

“Todos querem que o futebol volte, pois será um sinal muito positivo para a sociedade e significa que a situação em Portugal estabilizou. Neste momento não temos grandes respostas sobre o plano definitivo da retoma, nomeadamente quanto às datas dos jogos, mas delineámos uma estratégia de treino para os próximos dias e semanas”, observou.

Depois de os 45 membros da estrutura do Gil Vicente terem recebido resultados negativos aos testes de despistagem ao novo coronavírus efetuados na quinta-feira, o treinador Vítor Oliveira tem distribuído o plantel em horários e espaços diferentes dos relvados dos estádios Cidade de Barcelos e Adelino Ribeiro Novo e do Campo de Carvalhal.

“Esta paragem foi mais extensa do que o habitual período de férias de final de época e constitui um desafio para todos. Agora isto não é bem uma pré-época porque temos muitas limitações e os treinos são bastante atípicos: os atletas equipam-se em casa, trabalham de forma individual e têm todo o material individual higienizado”, descreveu.

A planificação vai manter-se nas próximas duas semanas e só evoluirá para treinos coletivos “com autorização superior”, na ausência do defesa Fernando Fonseca, a recuperar de uma lesão da sindemose, contraída no empate caseiro com o Santa Clara (1-1), em 08 de março, que correspondeu à última partida dos minhotos antes da paragem.

“O esforço dos portugueses nestes quase dois meses foi fundamental para o Governo estar a aligeirar as medidas de confinamento e as pessoas retomarem rotinas. Importa continuar a respeitar tudo o que foi feito até aqui e não enveredar por uma falsa sensação de segurança. Só juntos conseguiremos ultrapassar este problema”, alertou.

Numa época assinalada pelo regresso ao principal escalão do futebol nacional, após uma reintegração administrativa a partir do Campeonato de Portugal, na sequência do ‘caso Mateus’, o Gil Vicente ocupa a nona posição à entrada para as 10 jornadas finais, com os mesmos 30 pontos de Moreirense e Santa Clara, 14 acima da zona de descida.

A realização dos 90 jogos da I Liga, que é liderada pelo FC Porto, com um ponto de vantagem sobre o campeão Benfica, e da final da Taça de Portugal, entre ‘dragões’ e ‘águias’, ainda está sujeita à aprovação por parte da DGS de um plano sanitário apresentado ao Governo pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional.

Os campeonatos de futebol de França e Holanda já foram cancelados devido à pandemia de covid-19, enquanto países como Alemanha, Inglaterra, Itália, Espanha e Portugal vão preparando o regresso gradual à competição a partir das próximas semanas.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 257 mil mortos e infetou quase 3,7 milhões de pessoas em 195 países e territórios. Mais de um 1,1 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.089 pessoas das 26.182 confirmadas como infetadas, e há 2.076 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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