Braga, sexta-feira

Covid-19 muda a vida das campeãs nacionais

Desporto

11 Abril 2020

Redação

Tânia, Léa e Emma barros viram as suas rotinas diárias e principalmente de treino alteradas pela pandemia de coronavírus. Mas a dedicação das irmãs mantém-se, com muitas adaptações e muita vontade de continuar a trabalhar.

Num mundo que enfrenta um inimigo invisível, a necessidade de adaptação é comum a todos. O desporto não é excepção. Com o bem de todos em mente, também os atletas do SC Braga se têm mantido em isolamento social, ainda que esta medida possa prejudicar a sua atividade desportiva.

As campeãs nacionais de karaté Tânia, Léa e Emma Barros, foram as mais recentes convidadas da rubrica ‘Planeta Braga’, que o SC Braga tem vindo a realizar para manter os seus adeptos informados com a actualidade do clube. Numa rubrica que permite saber como os atletas bracarenses mantêm a sua forma física, preparação técnica, foco e motivação, as três irmãs também deram a conhecer como nasceu a paixão pela modalidade e como é para elas partilharem-na.

“Os treinos não são a mesma coisa como se pudesse sair de casa, mas temo-nos adaptado bem e tenho as minhas irmãs com quem posso treinar e o meu pai que é treinador. Antes da quarentena também preparamos a casa para os treinos. Continuamos a trabalhar rumo aos objectivos. Não sabemos quando se vão realizar as competições, mas estamos focadas na mesma”, afirma Tânia, apresentando as ambições que mantém: “o K1 de Rabat foi cancelado, o Campeonato da Europa e a prova Madrid também. É um bocado frustrante porque temos trabalhado imenso, mas faz todo o sentido. Nestas condições não é possível haver provas e é preferível que estejamos todos bem de saúde”.

Léa Barros falou da lesão que a tem impedido de praticar desporto e da paixão que a levou à modalidades: “estou a recuperar de uma lesão grave que me impossibilita qualquer tipo de prática desportiva. A situação actual impede-me de sair de casa, o que significa que não posso fazer os meus tratamentos de fisioterapia. Infelizmente, isto irá afectar a minha recuperação, que já não seria para cedo. Não sabíamos quando é que ia poder voltar, mas assim torna-se mais complicado. Continuo a seguir os planos do meu fisioterapeuta, mas nunca é a mesma coisa”, afirma lembrando ainda que “a paixão pelo karaté começou pela Tânia. Como o meu pai era treinador ela tomou o gosto pela modalidade e nós também sucessivamente. A Emma não gostava no início, mas depois de nos ver a praticar, também aderiu à modalidade.”

Emma Barros: “Eu também tive algumas competições adiadas. Em Maio ia ao Chipre, que foi anulado, em Julho ira à Croácia, espero que esta se mantenha de pé. Continuamos a treinar todas juntas e todos os dias com o mesmo foco de sempre. O meu maior sonho é ser sempre melhor e atingir os meus objectivos, como poder ir um dia aos Jogos Olímpicos”.

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