Braga,

Covid-19: Programa Cultura em Expansão no Porto suspenso até 15 de novembro

Diversos

23 Outubro 2020

Lusa

Todas as atividades do programa Cultura em Expansão, promovido pela Câmara do Porto, estão suspensas até 15 de novembro no seguimento de pareceres desfavoráveis da Administração Regional de Saúde do Norte, foi hoje anunciado pela autarquia.

"O Cultura em Expansão decidiu suspender todas as atividades do programa até ao dia 15 de novembro, devido ao atual contexto epidemiológico para a Covid-19 e no seguimento de vários pareceres desfavoráveis da Administração Regional de Saúde do Norte", referiu a autarquia numa nota publicada na sua página oficial.
 

Segundo o município, o cancelamento irá abranger oito espetáculos, entre eles "Uma Coisa Longínqua", do Teatro do Ferro, que seria apresentado em Miragaia, no Bonfim, em Campanhã e na Pasteleira, e o concerto "JP Simões & Amigos", na Bouça.
 

Foram ainda cancelados os espetáculos: "Atlas de Instrumentos Utópicos - Ato I", com o Grupo Operário do Ruído, projeto da Sonoscopia com a comunidade na Bouça; "And so?... The End!", de Mariana Tengner Barros, em Campanhã; as duas récitas de "Princesa Bruxa", de Mariana Amorim, no Bonfim e em Campanhã; o espetáculo dos Von Calhau! em Miragaia e Wave Dance Lab +55 Anos, de Rafael Alvarez, na Pasteleira.
 

Os espetáculos que assim o permitam serão remarcados em datas e locais a anunciar oportunamente.
 

Na mesma nota, a autarquia acrescenta que as restantes atividades agendadas entre 15 de novembro e 19 de dezembro serão realizadas caso as regras impostas nesse período assim o autorizem, e sempre adotando as normas de segurança impostas pela Direção-Geral da Saúde (DGS) em vigor à altura dos espetáculos.
 

Na quinta-feira, também A Oficina, em Guimarães, anunciou que a Autoridade de Saúde local desaconselhou a realização de eventos naquele concelho até 07 de novembro.
 

Desta forma, foram cancelados os espetáculos de Camané & Mário Laginha (24 outubro), “As Cidades Invisíveis”, de Alex Cassal (29 e 30 outubro), “Romeu e Julieta”, do Útero (31 outubro) e Afonso Cabral (07 novembro), bem como as sessões do Cineclube de Guimarães, segundo comunicado daquela estrutura, responsável por espaços como o Centro Cultural Vila Flor.
 

Portugal Continental entrou às 00:00 de quinta-feira da semana passada em situação de calamidade, devido ao aumento do número de casos de covid-19, com novas regras restritivas para travar a expansão da pandemia. A situação de calamidade vai manter-se, pelo menos, até 31 de outubro, altura em que o Governo fará uma reavaliação.
 

Apesar disso, as normas em relação à realização de espetáculos mantêm-se inalteradas, como confirmou à Lusa fonte oficial da Inspeção-Geral das Atividades Culturais (IGAC), na quarta-feira.
 

"Em relação às normas contidas na orientação da DGS n.º 028/2020 para a realização de espetáculos em equipamentos culturais, não temos conhecimento de qualquer alteração, mantendo-se a mesma ativa no site da DGS, sendo que a resolução do Conselho de Ministros, publicada no passado dia 14 de outubro, mantém intacta a redação anterior relativamente aos eventos culturais, observando-se as regras definidas na citada orientação", lê-se numa resposta da IGAC enviada à agência Lusa.
 

Apesar disso, na semana passada foram cancelados espetáculos ao vivo por algumas autarquias, algo que a Associação de Promotores de Espetáculos, Festivais e Eventos (APEFE) considerou ter acontecido sem "qualquer fundamento".
 

Na quarta-feira, a APEFE lançou uma campanha que visa sensibilizar as pessoas para a segurança dos espaços culturais em tempos de pandemia da covid-19, apelando para que, "em segurança e com responsabilidade, o público continue a ir a espetáculos e museus".
 

Citando dados da IGAC, desde 01 de junho, data a partir da qual as salas de espetáculos puderam reabrir, no âmbito do “Plano de Desconfinamento” do Governo, aquela associação salienta, num comunicado, que "já se realizaram mais de 12 mil atividades culturais e não existe registo de um qualquer procedimento menos adequado".
 

Em Portugal, morreram 2.245 pessoas dos 109.541 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da DGS.

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