Braga, terça-feira

Covid-19: Reino Unido regista mais 813 mortes e ultrapassa os 20 mil óbitos

Internacional

25 Abril 2020

Redação

O Reino Unido registou mais 813 mortes de pessoas infetadas nas últimas 24 horas, aumentando para 20.319 o número de óbitos durante a pandemia de covid-19, informou hoje o Ministério da Saúde britânico.

O Reino Unido registou mais 813 mortes de pessoas infetadas nas últimas 24 horas, aumentando para 20.319 o número de óbitos durante a pandemia de covid-19, informou hoje o Ministério da Saúde britânico. 

O número total de casos de contágio, contabilizado até às 09:00 de hoje (mesma hora em Lisboa), é agora de 148.377, mais 4.913 do que no dia anterior, referiu a mesma fonte.  

Os números das mortes referem-se a óbitos registados até às 17:00 da véspera apenas em hospitais e são compilados a partir de dados das direções regionais de Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte.

Em meados de março, quando o Reino Unido intensificou as medidas de distanciamento social com o objetivo de “suprimir” o contágio, mas antes de decretar o confinamento, o consultor científico do governo, Patrick Vallance disse que conter o número de mortes abaixo de 20.000 seria “um bom resultado” tendo em conta que a gripe sazonal mata todos os anos seja cerca de 8.000 pessoas no país.

Entretanto, hoje, as autoridades sanitárias britânicas lançaram hoje uma campanha de informação para urgir as pessoas que usarem o serviço de saúde público (NHS, na sigla em inglês)) se tiverem sintomas de outras doenças para além da covid-19. 

A queda em quase 50% da procura dos serviços de urgência nos hospitais em Inglaterra em abril relativamente ao ano passado junta-se aos receios de que pessoas com doenças como o cancro não estão a ser acompanhadas.

A organização de luta contra o cancro Cancer Research UK estima que 2.250 novos casos poderão passar despercebidos todas as semanas, em parte porque as pessoas têm receio de ir aos hospitais com medo de serem contagiadas ou sobrecarregar o sistema.

O chefe-executivo do NHS, Simon Stevens, alertou que "ignorar problemas pode ter consequências graves, agora ou no futuro".

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