Braga, quarta-feira

Covid-19: Restauração reclama taxa única de IVA de 6% para reanimar mercado anémico

Nacional

28 Maio 2020

Redação

A Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo (APHORT) defendeu hoje uma taxa única de IVA de 6% para a alimentação como a medida mais eficaz para reanimar um mercado anémico e com fraca procura devido à pandemia.

A Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo (APHORT) defendeu hoje uma taxa única de IVA de 6% para a alimentação como “a medida mais eficaz” para reanimar um mercado “anémico” e com “fraca procura” devido à pandemia.

“Mediante um primeiro balanço da reabertura do setor da restauração, que revela um mercado ‘anémico’ e uma procura mais fraca do que seria expectável, a associação considera que esta seria uma medida decisiva para estimular o mercado, de forma imediata, e para ajudar a restabelecer a tesouraria destes estabelecimentos”, sustenta a APHORT em comunicado.

Considerando que “o IVA neste contexto deve ser neutral”, a associação defende que a redução da taxa “deverá ser encarada como uma medida natural” e “incidir exclusivamente sobre os alimentos, não devendo ser aplicada às bebidas”.

“Perante a situação frágil em que o setor da restauração se encontra, agravada, entre outros aspetos, pelos receios da população em frequentar espaços fechados e pela inexistencia de turistas, a APHORT pede uma intervencao imediata do Governo na aprovacao de medidas que estimulem a reconstrucao do mercado e que ajudem a restituir a confianca aos consumidores e as empresas, tendo ja apresentado um conjunto de propostas nesse sentido”, sustenta.

Citado no comunicado, o presidente da associação, Rodrigo Pinto Barros, considera que a pandemia “veio demonstrar que a cozinha dos restaurantes e tambem a cozinha da casa dos portugueses”, já que “foram muitas as pessoas que em casa, confinadas ou em teletrabalho, decidiram recorrer aos restaurantes para fazer as suas refeicoes, dando inclusivamente um forte sinal para que estes estabelecimentos passassem a encarar o ‘take-away’ como uma nova area de negocio”.

“Agora, com o regresso gradual ao trabalho, sao varios os clientes que continuam a optar por esse servico mas, ainda assim, a procura e insuficiente para a oferta existente. Se os portugueses vao aos mercados e grandes superfícies e compram produtos alimentares para cozinhar em casa a uma determinada taxa, por que razao e que tem de pagar uma taxa mais elevada se esses produtos forem cozinhados numa outra cozinha”, questiona.

Recordando que ao longo das ultimas semanas tem desenvolvido junto dos seus associados “um intenso programa de preparacao para o regresso ao trabalho, incentivando os restaurantes a voltar a abrir portas com responsabilidade e com confianca”, a APHORT diz que “os empresarios ja estao a fazer a sua parte, revelando flexibilidade e uma grande capacidade de resposta para reposicionar o seu negocio de acordo com as necessidades e os sinais que o mercado tem demonstrado”.

Portugal contabiliza 1.369 mortos associados à covid-19 em 31.596 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia divulgado hoje.

Relativamente ao dia anterior, há mais 13 mortos (+1%) e mais 304 casos de infeção (+1%).

O número de pessoas hospitalizadas subiu de 510 para 512, das quais 65 se encontram em unidades de cuidados intensivos (menos uma).

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China e, a nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, já provocou mais de 355 mil mortos e infetou mais de 5,7 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

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