Braga, quarta-feira

Covid-19: Vacina russa testada considerada segura - Estudo

Internacional

04 Setembro 2020

Lusa

A vacina russa contra a covid-19 é segura, segundo os resultados preliminares de um estudo hoje publicados pela revista científica The Lancet.

De acordo com os resultados dos testes russos, as duas variantes candidatas a uma vacina contra a covid-19 não provocaram reações adversas graves e motivaram uma resposta de anticorpos.
 

O artigo relata as descobertas de dois ensaios.
 

Os dois ensaios de 42 dias, incluindo 38 adultos saudáveis em cada, “não encontraram qualquer efeito adverso sério entre os participantes e confirmaram que as vacinas candidatas provocam uma resposta de anticorpos”, de acordo com a informação hoje divulgada pela publicação.
 

São necessários ensaios grandes e de longo prazo, incluindo uma comparação com placebo, e monitorização adicional para estabelecer a segurança e eficácia a prazo da vacina para prevenir a infeção que provoca a covid-19, frisa-se no texto que acompanha a divulgação dos resultados.
 

“Duas formulações de uma vacina de duas partes têm um bom perfil de segurança”, refere a Lancet, acrescentando que induziram antianticorpos em todos os participantes em 21 dias.
 

O estudo envolve uma formulação congelada da vacina e outra liofilizada.
 

A congelada foi desenvolvida para uso em larga escala através das cadeias globais existentes para vacinas, enquanto a fórmula liofilizada foi concebida para regiões difíceis de alcançar, pois é mais estável e pode ser armazenada a 2-8 graus centígrados, explicam os cientistas.
 

Com estas vacinas, os adenovírus também são enfraquecidos, não se podendo replicar nas células humanas por forma a não causar doenças. O adenovírus geralmente causa um resfriado comum.
 

Ao explicar por que motivo usaram dois vetores de adenovírus diferentes, o autor principal do trabalho, Denis Logunov, do Centro Nacional de Pesquisa em Epidemiologia e Microbiologia da NF Gamaleya, Rússia, disse: “Quando as vacinas de adenovírus entram nas células das pessoas, elas fornecem o código genético da proteína spike SARS-CoV-2, que faz com que as células produzam a proteína do pico”.
 

Logunov referiu que isso ajuda a ensinar o sistema imunológico a reconhecer e atacar o vírus SARS-CoV-2. “Para formar uma resposta imune poderosa contra SARS-CoV-2, é importante que uma vacinação de reforço seja fornecida. No entanto, as vacinações de reforço que usam o mesmo vetor de adenovírus podem não produzir uma resposta eficaz, porque o sistema imunológico pode reconhecer e atacar o vetor”, acrescentou.
 

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 869.718 mortos e infetou mais de 26,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
 

Em Portugal, morreram 1.833 pessoas das 59.457 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.
 

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
 

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

 

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