Braga, quarta-feira

Crónica de um menino feliz

Desporto

29 Maio 2020

Redação

João Madureira está nas suas sete quintas, como diz o povo português, depois de ter assinado o seu primeiro contrato profissional com o SC Braga. Para o futuro, aponta para um crescimento constante.

“O telemóvel não para de tocar”. É a primeira reacção de João Madureira após o anúncio, por parte do Sporting Clube de Braga, da assinatura do seu primeiro contrato profissional com o clube. As felicitações foram muitas, desde família a amigos todos fizeram questão de manifestar o orgulho sentido pela conquista deste jovem Guerreiro do minho, igualmente feliz com o voto de confiança depositado pela estrutura arsenalista. Os quatro anos que já leva de casa culminaram no maior dos reconhecimentos e reforçaram a certeza sentida pelo médio, que desde cedo soube que o SC Braga era “o clube onde queria estar”.

O jovem jogador de 16 anos afirmou ser “um orgulho” e estar “muito feliz. É, também, uma responsabilidade acrescida, só tenho a agradecer ao clube por ter acreditado em mim”. E revela os momentos que se seguiram ao anúncio, vividos de forma intensa com as muitas felicitações. “Os meus amigos mandaram-me mensagens, escreveram textos nas redes sociais… estão muito felizes por mim. Quanto à família, o meu pai, talvez por ser o que gosta mais de futebol, foi o mais efusivo, mas todos estão extremamente contentes porque sabem que era algo que queria e é um passo muito importante para mim”, considerou o atleta.

E o contrato profissional chegou apenas três meses depois da primeira internacionalização: “Apesar das circunstâncias adversas que estamos a viver actualmente, a verdade é que 2020 tem sido dos meus melhores anos. Começou muito bem, consegui a primeira internacionalização e que considero ter sido o momento mais alto da minha vida, juntando a isso assinatura do contrato profissional era difícil pedir melhor”.

E João Madureira fez um balanço dos quatro anos que já leva de casa, falando em crescimento contínuo, aos poucos, passo a passo, mas sempre de forma muito apoiada: “acho que foi um trajecto em crescendo. Quando cheguei não me sentia tão bem a jogar futebol, saí do clube onde estava já um pouco desanimado e no SC Braga senti que estava em casa. Os treinadores ajudaram muito, foi sempre a crescer de época em época”.

Pelo caminho aconteceram algumas mudanças, sempre muito apoiadas pelos colegas, treinadores e toda a estrutura do clube. “Os colegas foram muito importantes, mas se tiver que nomear uma pessoa diria o mister Pedro Pires. Ajudou-me muito mal cheguei, jogava a central e a médio defensivo no meu anterior clube e com ele mudei de posição, passei a actuar mais à frente e aumentei de rendimento. Foi uma grande mudança logo no primeiro ano que ajudou nos restantes”, revelou o jogador.

A presente temporada foi dividida entre as equipas de sub-16, o escalão a que pertence, e a de sub-17, onde considera que a evolução disparou. “Comecei bem esta temporada nos sub-16, mas claro que foi muito bom ter subido para os sub-17. Evolui com os novos colegas, mais velhos, mesmo assim, não considero que esse salto tenha sido decisivo para o que está a acontecer agora. Acho sim que o trabalho que tenho feito ao longo destes quatro anos levou às coisas boas que estou a colher neste momento”.

E para o futuro? João Madureira não tem dúvidas: quer continuar a crescer. “O caminho passa por pensar sempre mais alto. Este é um objectivo que já está concluído, agora é traçar novas metas, continuar a trabalhar muito pois quero alcançar patamares ainda mais elevados”, referiu o jovem atleta.

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