Braga, quarta-feira

Cultura para Todos promove a participação das comunidades e a empregabilidade

Regional

22 Janeiro 2021

Redação

Catorze entidades artísticas do concelho de Famalicão vão promover até ao final de 2021 um conjunto de ações culturais em regime de cocriação com a comunidade, envolvendo a população em iniciativas de arte urbana, circo, teatro, música, dança, artes performativas e laboratórios, com o objetivo de promover a inclusão através da arte.

Catorze entidades artísticas do concelho de Famalicão vão promover até ao final de 2021 um conjunto de ações culturais em regime de cocriação com a comunidade, envolvendo a população em iniciativas de arte urbana, circo, teatro, música, dança, artes performativas e laboratórios, com o objetivo de promover a inclusão através da arte.

O projeto HÁ CULTURA | CULTURA PARA TODOS que é promovido pelo Município de Vila Nova de Famalicão e cofinanciado pelo NORTE 2020, através do Fundo Social Europeu (FSE), foi apresentado esta quinta-feira, em conferência de imprensa, realizada online.

Para o presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Paulo Cunha, trata-se de “um projeto muito ambicioso que pretende – mais do que proporcionar o acesso e fruição da cultura – envolver a comunidade na criação e promoção de eventos culturais”.

“Com este projeto estamos não só a formar públicos, mas a formar agentes culturais e mesmo artistas”, sublinhou o autarca.

Com um investimento total previsto de cerca de 310 mil euros e uma comparticipação na ordem de 260 mil euros, o projeto irá envolver cerca de meio milhar de participantes em 17 ações, distribuídas por todo o concelho.

A medida «Cultura para Todos» enquadra-se na prioridade “inclusão ativa, com vista a promover oportunidades iguais e a participação ativa e melhorar a empregabilidade” e visa “promover iniciativas de inclusão social, potenciando parcerias de caráter inovador ou experimental que envolvam uma ampla gama de entidades, designadamente destinadas a incentivar o desenvolvimento de competências pessoais, sociais e profissionais, em especial, de desempregados, nomeadamente aqueles com desvantagens no acesso ao mercado de trabalho”.

Refira-se que projeto HÁ CULTURA iniciou em 2019, como “um projeto de descentralização cultural, com os objetivos de capacitar ideias e descobrir novos talentos”, como explicou o vereador da Cultura do município, Leonel Rocha. Com o surgimento da pandemia, o projeto teve de ser adaptado, sendo que se for necessário acontecerá o mesmo durante este ano, como referiu o responsável.

O projeto desenvolve-se em conjunto com as Comissões Sociais Inter-Freguesias (CSIF) existentes no concelho, cobrindo todo o território com ações artísticas para vários públicos.

“Reduzir eventuais diferenças que se foram criando ao longo dos anos, permitindo um crescimento mais integrado e resiliente de todo o território”, destacou Paulo Cunha, salientando ainda que se trata de um projeto que permite “manter o fulgor cultural durante estes tempos de pandemia”.

Assim, as 17 ações dividem-se em três tipos de iniciativa. A primeira refere-se à dinamização de práticas artísticas com grupos vulneráveis, e comunidade, em regime de cocriação e envolve as seguintes entidades: A Casa ao Lado (arte urbana), ACE Escola de Artes (teatro musical), Aldara Bizarro (dança contemporânea e vídeo), Companhia Instável (dança contemporânea), Fértil Cultural (cruzamento disciplinar), INAC Instituto Nacional de Artes do Circo (circo contemporâneo), Momento Artistas Independentes (teatro), Ondamarela (música) e Teatro da Didascália (teatro).

Numa segunda tipologia, o projeto também contempla o desenvolvimento de ações com vista o favorecimento de atitudes e capacidades de aprendizagem básicas, profissionais, sociais e pessoais, junto de grupos vulneráveis, recorrendo designadamente à inclusão de conteúdos ou práticas artísticas, com destaque para: o «Laboratório Cívico de Inovação Cultural» da 4IS Plataforma para a Inovação Social, uma ação de capacitação ligada com o empoderamento dos grupos vulneráveis através da identificação com o espaço público, a acontecer na Via Ciclo-Pedonal Famalicão-Póvoa de Varzim; o «Centro de Cultura Digital (CCD) – Empreendedorismo Juvenil pela Música Eletrónica» que será dinamizado por Frankão (O Gringo Sou Eu) no Bairro da Cal; o «Encontro Arte e Comunidade» desenvolvido pela MEXE Associação Cultural, com o objetivo de capacitar as entidades culturais e sociais locais no desenvolvimento de projetos culturais e de inclusão social, divulgar boas práticas de inclusão social pela arte no âmbito do projeto, assim como promover a disseminação e partilha de experiências entre as ações dinamizadas; e o «Atelier de Música Colaborativa» que consiste em duas ações de capacitação integrada, desenvolvidas pela Ondamarela, com vista o desenvolvimento de capacidades de execução de práticas artísticas de forma autónoma.

Para além destas ações, este projeto abrange  ainda o desenvolvimento de iniciativas que concorram para a melhoria do acesso à cultura e à arte, nomeadamente através do «Cinema Paraíso», uma parceria com o Cineclube de Joane, que consiste em cinco sessões de cinema em cinco freguesias do concelho, e «Allegro Para Todos», uma ação desenvolvida pela ARTAVE / Artemave - Associação de Promoção das Artes e Musica do Vale do Ave, que visa promover o desenvolvimento de capacidades básicas de aprendizagem através da música, junto de crianças portadoras de deficiência ou com outros tipos de perturbação.

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