Braga, quinta-feira

Daniel Dias sonha pisar os grandes palcos do ciclismo internacional

Desporto

06 Outubro 2019

Lusa

Ciclista minhoto é um dos nomes fortes do pelotão nacional de Juniores. Vice-campeão de contrarrelógio, sobe este ano para a categoria Sub-23, e tem como maior sonho fazer a clássica Paris-Roubaix, a Volta a Flandres e, claro, o Tour de França.

Daniel Dias, ciclista da Seissa|-KTM-Bikeseven|Matias&Araújo|Frulact, sonha correr nos grandes palcos do ciclismo mundial. O Vice-Campeão Nacional de Contrarrelógio, que este ano sobe para a categoria de Sub-23, tem como maior sonho fazer a clássica Paris-Roubaix e ainda a Volta a Flandres e claro a Volta a França.


Daniel Dias é, sem dúvida, um dos nomes mais fortes do pelotão nacional de Juniores. Esteve sempre na luta pelas decisões das corridas em que participou e é conhecido por deixar tudo na estrada. Num ano em que foi perseguido pelos azares, o ciclista do clube barcelense conseguiu mesmo assim subir ao pódio no Campeonato Nacional de Contrarrelógio, na Taça de Portugal, na Volta a Portugal de Juniores (por equipas) e ainda no Campeonato Nacional de Pista e Taça de Portugal de Pista.

 

Daniel Dias faz um balanço positivo da época que está prestes a terminar e lamenta apenas os muitos azares que teve: “globalmente o balanço é positivo. Consegui bons resultados, apesar de ter tido uma época marcada para pelos azares, senão fosse isso teria sido um ano de sonho. Este ano tive muitas quedas, avarias e penalizações. Tudo isso impediu-me de chegar mais longe. Mesmo assim tive bons resultados”.
 


Daniel Dias sagrou-se em agosto Vice-Campeão de Contrarrelógio, um resultado que não lhe agradou: “fiquei desiludido com o segundo lugar, queria ganhar. Já conquistei vários pódios nessa especialidade e gostava de me ter despedido desta categoria e da ACR Roriz com o título nacional. Quando terminei o contrarrelógio, apesar de estar na frente na altura, fiquei com a noção que o tempo não era suficiente para ser campeão e sei bem o local onde perdi tempo. Foi duro”.

 

Perder o título de Campeão Nacional de Contrarrelógio não foi, no entanto, a maior desilusão da época… “a minha maior desilusão que tive este ano foi na Taça de Portugal” e adiantou: “na Taça de Portugal, que se disputou em cinco provas, andei na frente desde a segunda prova e cheguei à última corrida com todas as possibilidades de vencer. Estava num bom momento de forma, mas em Valongo, a última, tive uma série de azares. Cai, troquei várias vezes de bicicleta e acabei por perder a Taça de Portugal. Foi um dia muito difícil. Felizmente o Pedro conseguiu vencer. No final da corrida o treinador e o director vieram ter comigo e deram-me os parabéns pelo meu trabalho e ânimo para continuar a trabalhar. Isso foi importante”.

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