Depósitos de particulares crescem em maio para valor mais alto desde dezembro de 2022

Economia

27 Junho 2024

Lusa

O ‘stock’ de depósitos de particulares subiu 6,1% em maio, em termos homólogos, para 184.299 milhões de euros, atingindo o valor e a variação mais altos desde dezembro e outubro de 2022, respetivamente, anunciou hoje o BdP.

“No final de maio de 2024, o ‘stock’ de depósitos de particulares nos bancos residentes totalizava 184,3 mil milhões de euros”, mais 1.068 milhões de euros que em abril, regista o Banco de Portugal (BdP) numa análise hoje divulgada.
 

No documento, o banco central acrescenta que os depósitos a prazo, que incluem depósitos com prazo acordado e depósitos com pré-aviso, aumentaram cerca de 14.814 milhões de euros em termos homólogos, para 105.084 milhões de euros.
 

Já a taxa de variação homóloga foi a maior desde os 7% registados em outubro 2022.
 

No caso das empresas, o volume de depósitos nos bancos residentes era de 65.682 milhões de euros, mais 2,2% em termos homólogos.
 

No campo dos empréstimos a particulares, o montante total de empréstimos atingiu 128.928 milhões de euros. A taxa de variação anual (tva), que exclui o impacto das variações que não tenham sido motivadas por transações propriamente ditas, foi de 1,0%, tendo sido o quarto mês consecutivo com valores positivos.
 

O montante total de empréstimos para habitação foi de 99.387 milhões de euros, menos 0,1% em termos homólogos, mas mais 228,4 milhões de euros face a abril. Em termos de tva, que foi nula no mês em análise, maio foi o primeiro mês desde junho de 2023 em que não foi negativa.
 

O ‘stock’ de empréstimos ao consumo era, no final de maio, 21.709 milhões de euros, traduzindo-se em cerca de mais 132 milhões de euros face a abril, numa taxa de variação homóloga de 4,4% e uma tva de 5,8% face a maio do ano passado.
 

Quanto ao ‘stock’ de crédito a empresas, no final de maio, o montante total era de 72.325 milhões de euros, menos 1.540 milhões de euros face ao final do mesmo período do ano passado – tva de -0,8% e quebra homóloga de 2,1%.
 

Por dimensão, as microempresas foram as únicas que tiveram um crescimento em termos anuais (4,6%) dos empréstimos concedidos, enquanto pequenas (-4,0%), médias (-5,8%) e grandes (-0,2%) registaram contrações neste indicador.
 

Os setores da indústria e eletricidade e do comércio e transportes e alojamento registaram taxas de variação anual negativas de -3,8% e -2,5%, respetivamente, contra -3,8% e -2,9% em abril.
 

Em sentido inverso, o setor da construção e atividades imobiliárias teve uma taxa de variação anual positiva de 2,4%, acima dos 2,1% de abril.

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