Braga, sábado

Desafio agora passa por captar novos públicos para o Mercado Municipal de Braga

Regional

02 Dezembro 2020

Redação

Foram 28 as propostas apresentadas em hasta pública para a concessão de licença de ocupação dos lugares e locais de venda disponíveis no Mercado Municipal.

No dia que encerrou o Mercado Municipal Provisório realizou-se uma hasta pública para os lugares vagos no Mercado Municipal de Braga, que é já inaugurado no próximo sábado. “A criação do Mercado Municipal Provisório foi uma aposta política, que permitiu que os comerciantes que vivem exclusivamente desta actividade continuassem a trabalhar, mas também pretendeu manter o público que tem por hábito ir ao mercado”, justificou a vereadora da Câmara Municipal de Braga. Olga Pereira, que se mostrou satisfeita com a forma como decorreu a hasta pública “muito concorrida”, defendeu que o desafio agora passa por “captar novos públicos.
 

A hasta pública para a concessão de licença de ocupação dos lugares e locais de venda disponíveis no Mercado Municipal de Braga, após a atribuição de espaços aos comerciantes históricos que já marcavam presença no equipamento, decorreu na tarde da passada segunda-feira, tendo sido apresentadas 28 propostas. O mercado contará, nesta fase, com 13 novos espaços disponíveis para comerciantes do sector alimentar, abrindo também a possibilidade de entrada de produtos que reflictam novas tendências alimentares. No total, estão disponíveis cinco bancas para venda de flores e hortofrutícolas, dois talhos e seis lojas interiores. “Esta é mais uma fase em todo este processo e na realidade durante os primeiros meses de funcionamento haverá ajustes naturais”, admitiu a vereadora responsável pela gestão do novo equipamento, adiantando que os dois lugares de talho não foram ocupados, tendo os restantes espaços sido atribuídos. “Com este processo, o Município de Braga arrecadou quase 40 mil euros”, avançou ainda a vereadora, referindo que aqueles comerciantes têm 30 dias para se instalarem.


Neste momento, mais de 90% dos comerciantes antigos vão manter-se no mercado municipal. “Tivemos desistências, mas foram de comerciantes que têm outros negócios fora e pretenderam não trocar o certo pelo incerto e mantiveram os negócios que já tinham, não arriscando a sua actividade em Braga. Há outro número de desistências, de menor grau, de pessoas que fazem feiras e não estão disponíveis para estar exclusivamente no mercado de segunda-feira a sábado e utilizavam o mercado de Braga como um complemento da sua actividade normal”, explicou.


Olga Pereira sublinhou ainda a situação dos comerciantes produtores, que “não estão vinculados a nenhum tipo de horário e assiduidade” e, por isso, não têm um espaço físico. “Estes comerciantes produtores trabalham sem estrutura física e só vêm quando têm produto, até porque precisam de tempo para trabalhar na agricultura”, esclareceu.
 

Sobre a hasta pública, a vereadora destacou o facto de “dar oportunidade” a quem não tinha lugar no mercado municipal. Os espaços foram atribuídos por um período de cinco anos, renovável por iguais períodos sob requerimento dos comerciantes, com antecedência mínima de 90 dias em relação ao prazo de caducidade.


Os comerciantes, no renovado Mercado Municipal de Braga, terão de manter os seus espaços abertos de segunda-feira a sábado, entre as 7 e as 17 horas. O Mercado Municipal de Braga é inaugurado este sábado, dia 5 de Dezembro, dia de S. Geraldo, padroeiro da cidade.

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