Braga, terça-feira

Direitos dos trabalhadores dos supermercados "não estão suspensos" durante emergência - sindicato

Economia

11 Novembro 2020

Lusa

O sindicato dos trabalhadores de supermercados confirmou hoje à Lusa ter recebido queixas sobre abertura antecipada para as 06:30 no fim de semana e diz que com ou sem estado de emergência, os direitos dos trabalhadores não estão suspensos.

“Algumas lojas estão a comunicar aos trabalhadores que vão abrir mais cedo”, confirmou à Lusa a coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP), Filipa Costa, sublinhando que “com ou sem estado de emergência, os direitos dos trabalhadores não estão suspensos”.
 

O sindicato afeto à CGTP adiantou estar ainda a tentar saber mais pormenores sobre a decisão, nomeadamente se serão feitas horas extra e, nesse caso, como serão compensados os trabalhadores.
 

O CESP disse, também, estar a “receber denúncias dos trabalhadores do setor retalhista, onde estão a querer alterar dias de descanso e alterar horários”.
 

“O que estamos a dizer é que há leis; não se pode agora à última da hora, porque dá mais jeito ao patrão, alterar horários, para poder ganhar mais”, defendeu a dirigente sindical, argumentando que estas alterações provocam constrangimentos à organização da vida de cada trabalhador.
 

O Pingo Doce decidiu antecipar a abertura da “maioria das suas lojas” para as 06:30, no próximo fim de semana, devido às limitações de circulação, e diz que a medida procura evitar a concentração de pessoas durante a manhã.
 

“Dadas as limitações à circulação impostas pelo estado de emergência nos próximos sábado e domingo, e tendo em conta também a possibilidade de haver restrições adicionais à circulação entre concelhos, o Pingo Doce vai abrir a maioria das suas lojas às 06:30 e encerrar às 22:00, procurando assim contribuir para evitar a concentração de pessoas nas lojas no período da manhã”, confirmou à Lusa fonte oficial da Jerónimo Martins, dona da cadeia de supermercados.
 

Contactado pela Lusa, o grupo Jerónimo Martins não esclareceu ainda como pretende organizar os turnos dos trabalhadores por forma a abrir mais cedo, nem como será feita a compensação pelas eventuais horas extra.
 

Também a Sonae MC adiantou à Lusa que, “tal como aconteceu na 1.ª vaga da pandemia”, está a “analisar a situação e a ajustar os horários das lojas Continente a cada concelho, de forma a maximizar a segurança e o conforto” dos clientes.
 

“Neste momento já antecipámos o horário de abertura de algumas lojas para as 08:00 e estamos também a estender os horários de encerramento”, acrescentou.
 

A Auchan também está a analisar uma eventual alteração de horário, conforme disse à Lusa fonte da empresa.
 

Na madrugada de domingo, após uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros, o primeiro-ministro, António Costa, anunciou que a circulação estará limitada nos próximos dois fins de semana entre as 13:00 de sábado e as 05:00 de domingo e as 13:00 de domingo e as 05:00 de segunda-feira nos 121 concelhos de maior risco de contágio.
 

Segundo o decreto que regula a aplicação do estado de emergência decretado pelo Presidente da República, que entrou em vigor às 00:00 e foi publicado em Diário da República na noite de domingo, são permitidas as “deslocações a mercearias e supermercados e outros estabelecimentos de venda de produtos alimentares e de higiene, para pessoas e animais”.

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