Braga, quarta-feira

Dois investidores nacionais interessados na concessão de castelo em Cerveira

Regional

18 Junho 2019

Redação

Dois investidores nacionais formalizaram propostas ao concurso público internacional lançado em janeiro pelo Governo para a concessão do castelo de Vila Nova de Cerveira, no âmbito do programa nacional Revive, informou hoje o presidente da Câmara local.

Dois investidores nacionais formalizaram propostas ao concurso público internacional lançado em janeiro pelo Governo para a concessão do castelo de Vila Nova de Cerveira, no âmbito do programa nacional Revive, informou hoje o presidente da Câmara local.


Em declarações à agência Lusa, o autarca Fernando Nogueira adiantou que, "a nível nacional, a concessão do castelo de Vila Nova de Cerveira, no distrito de Viana do Castelo, foi o que despertou maior interesse, tendo recolhido cerca de 14 manifestações de interesse, duas das quais formalizadas".


"Durante estes meses, a Câmara de Vila Nova de Cerveira foi muitas vezes contactada para acompanhar alguns interessados em visitas mais pormenorizadas ao espaço em causa", informou Fernando Nogueira.


O presidente da Câmara de Cerveira sublinhou tratar-se de "um imóvel com muitas potencialidades turísticas".


"Agora, o que pretendemos é que a operação se concretize rapidamente e com sucesso", frisou, especificando que com o encerramento do período de apresentação de propostas, no dia 05 de junho, "as duas candidaturas nacionais formalizadas vão ser alvo de análise".


"Não existindo prazos, segue-se a elaboração de um relatório preliminar que será entregue aos dois concorrentes para, posteriormente, ser redigido o relatório final e consequente adjudicação da proposta ao concorrente vencedor", referiu.


O concurso público internacional para a concessão do castelo da vila a privados foi lançado em janeiro, mais de dois anos depois da integração do castelo de Vila Nova de Cerveira no programa nacional Revive.


O Revive, lançado pelo Governo em 2016, é um programa conjunto dos ministérios da Economia, da Cultura e das Finanças, que "abre o património ao investimento privado para desenvolvimento de projetos turísticos, através da realização de concursos públicos".


Pretende-se, com esta iniciativa, promover e agilizar os processos de rentabilização e preservação de património público que se encontra devoluto, tornando-o apto para afetação a uma atividade económica com finalidade turística, gerar riqueza e postos de trabalho, promover o reforço da atratividade de destinos regionais, a desconcentração da procura e o desenvolvimento de várias regiões do país", lê-se na página oficial daquele programa do Turismo de Portugal na Internet.


Em causa está o castelo com origens no século XIII, mandado construir pelo rei Dom Dinis, classificado como Monumento Nacional onde até finais de 2008 funcionou a pousada com o mesmo nome. Na altura, enquanto Pousada de Portugal, integrava o grupo Pestana, que a encerrou a pretexto de obras de reabilitação.


Desde então, tanto o anterior executivo municipal como o atual têm tentado ultrapassar o impasse, face a várias manifestações de interesse de promotores privados e como forma também de travar o estado de degradação do imóvel.


O imóvel, propriedade da Direção Geral do Tesouro e Finanças (DGTF), é um dos 10 edifícios incluídos no programa Revive para serem concessionados a privados, com o compromisso de que sejam recuperados, reabilitados e acessíveis ao público.


O castelo é considerado a ‘joia da coroa’ de Vila Nova de Cerveira.


O impasse em que o processo se encontra desde 2008 levou mesmo, em 2011, no mandato do executivo anterior, à desistência de um grupo alemão interessado em criar um hotel de charme ligado às artes.


O estado de "avançada degradação" em que se encontra o imóvel levou a Assembleia Municipal a aprovar, em 2015, uma moção intitulada "Em Defesa da Clarificação do Futuro do Castelo".


O documento foi enviado ao Presidente da República, primeiro-ministro, ministra de Estado e das Finanças, secretário de Estado das Finanças, Direção Geral do Tesouro e Finanças e aos grupos parlamentares com assento na Assembleia da República, entre outras entidades.


A antiga pousada foi inaugurada a 03 de setembro de 1982 e possuía restaurante, bar e 29 quartos.

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