Braga, quarta-feira

Duplicou número de pedidos de ajuda ao Refood Braga 100%

Regional

02 Janeiro 2021

Redação

EM ANO DE PANDEMIA, duplicaram os pedidos de ajuda ao Refood Braga e há uma lista de espera que obrigou o centro de operações a abrir aos sábados. Se por um lado, há menos excedentes dos restaurantes, há mais produtos das grandes superfícies.

O número de pedidos de ajuda ao Refood Braga100% duplicou neste ano de pandemia.

Com o aumento do número de pedidos, o Refood viu-se obrigado a abrir o centro de operações aos sábados para “chegar a todos” contou ao Correio do Minho Fernando Sá do Refood Braga 100%.

“É uma lista de espera recente. São, sensivelmente, 15 beneficiários que a partir deste sábado vão ter o nosso apoio”, disse Maria Alice Campos, coordenadora do Refood 100%.

Diariamente, saem 260 refeições e os pedidos não param de aumentar. “Este ano mais do duplicamos as pessoas a quem distribuímos alimentos, vemo-nos na necessidade de abrir mais um dia ao sábado porque temos mais pessoas em lista de espera e queremos a todos eles”, afirmou Fernando Sá, confessando que “embora seja um ano ingrato devido à pandemia conseguimos chegar a mais pessoas”.

A coordenadora do Refood 100%, afirma que “houve uma quebra de mais de 50 por cento nas recolhas que faziam nos restaurantes”, por outro lado, “tivemos a ajuda de grandes superfícies que vieram colmatar essa quebra acentuada”.

A perda de rendimentos é a principal razão que leva a este aumento de pedidos de ajuda. “São pessoas que deixaram de ter rendimentos. As empresas fecharam e vêem-se aflitas neste momento. Temos famílias numerosas, casais com muitos filhos, agregados de cinco adultos”, afirmou Fernando Sá, realçando que esta situação é mais “gritante” na comunidade estrangeira. “Esta situação verifica-se mais na comunidade brasileira. Temos também venezuelanos, moldavos e várias partes do globo, mas de facto, a comunidade brasileira é uma comunidade muito grande em Braga e com muitas dificuldades. Com a pandemia, ficaram sem emprego e não conseguem pagar as despesas diárias”, contou Maria Alice Costa, acrescentando que “há muitos casos vindos das escolas. São os professores que sinalizam aquelas crianças com dificuldades”.

No Natal e Passagem de Ano foi especial, foram distribuídas refeições prontas. O resto do ano são distribuídos excedentes para cozinhar em casa, à excepção de três casos que não têm condições para cozinhar em casa. “Nestes três casos fornecemos as refeições já prontas. Agora já têm como aquecer a comida, pois conseguimos fornecer um micro-ondas de modo a possam aquecer a refeição”, adiantou a coordenadora.

Os casos chegam ao Refood Braga 100 % através da Segurança Social, das juntas de freguesia, escolas ou directamente, mas, a partir do próximo ano, os processos de selecção dos beneficiários vão ser reavaliados com o objectivo de “não criar hábitos de continuidade. As pessoas podem alterar a sua condição financeira e já não necessitam de vir cá”, garantiu a coordenadora.

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