Braga, sexta-feira

'É importante vacinar o maior número de pessoas'

Regional

31 Janeiro 2021

Redação

Especialista da farmacêutica Astrazeneca garantiu que a vacina é segura e que permite combater a pandemia causada pelo vírus da Covid-19.

“A vacina contra a Covid-19 é segura e é importante vacinar o maior número possível de pessoas.” Quem o diz é Cátia Ferreira, responsável pelos assuntos médicos e doenças infecciosas da farmacêutica ‘Astrazeneca’, que ontem participou no encontro ‘online’ com o tema ‘Vacinação Covid-19: o que há para saber na saúde’, promovido pela Escola de Medicina da Universidade do Minho (UMinho).

A representante da empresa farmacêutica destacou que a vacina resultou de estudos de eficácia que envolveram cerca de 30 mil pessoas e que o combate à pandemia exige um processo colaborativo entre várias entidades (governos, universidades e empresas).

A juntar a isso, deve haver um programa de vacinação bem definido. “Quanto mais pessoas estiverem vacinadas e quanto mais protecção houver da população, especialmente da população que consegue fazer uma boa estimulação do sistema imunitário, menos indivíduos há para o vírus se transmitir de um para o outro. Daí a importância dos programas de imunização”, disse Cátia Ferreira.

A representante da Astrazeneca adiantou ainda que os cientistas já estão a trabalhar em possíveis mutações do vírus e que “as vacinas vão ser rapidamente actualizadas. Não há uma paragem da evolução da vacina”.

Ainda assim Cátia Ferreira salientou que “nenhuma vacina é 100 por cento eficaz. Só ser vacinado não quer dizer que se esteja protegido. As medidas de protecção, como a distância social, a etiqueta respiratória, o uso de máscara e a lavagem e desinfecção das mãos vão ter de continuar a ser feitas.”

A conversa foi orientada por Alexandre Carvalho, infecciologista no Hospital de Braga e professor da Escola de Medicina da UMinho, que destacou a rapidez no desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19 devido “á partilha de conhecimento a nível mundial”. O especialista defendeu que o aumento de casos em Portugal está relacionado com um “baixar da guarda” da população por causa do início do processo de vacinação.

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