Braga, quarta-feira

É tempo de "recomeçar" e fazer o caminho para a "reconstrução social e económica"

Regional

25 Junho 2021

Patricia Sousa

Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, foi ontem distinguido, durante a sessão comemorativa da Batalha de São Mamede, com o título de Cidadão Honorário de Guimarães. Rede Social e escolas receberam medalhas de mérito.

Mais do que um “mero remendo”, chegou a hora de “recomeçar o caminho da vitória definitiva sobre a pandemia” e de fazer a “reconstrução social e económica”. O Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, que recebeu ontem a Medalha de Honra do Município de Guimarães durante a sessão solene comemorativa do Dia Um de Portugal, apelou àquilo que evoca a Batalha de São Mamede: “tenhamos capacidade de nos entender, de nos unir no essencial e preservar a diferença naquilo que faz a pluralidade a riqueza do viver numa sociedade aberta, mas sempre em solidariedade, sempre em espírito de diálogo, sempre em comunhão e partilha”.


O Presidente da República recebeu ontem a Medalha de Honra do Município de Guimarães, presidindo a sessão solene comemorativa da Batalha de São Mamede de 1128, que decorreu no Paço dos Duques de Bragança. Na mesma cerimónia, a Rede Social de Guimarães foi distinguida com a medalha de Mérito Social e a medalha de Mérito Educacional foi entregue às Escolas. “Há um ano afirmaram-se na saúde e na subsistência, este ano celebra-se a sua afirmação na solidariedade social e na educação e cultura, e educação e cultura são inseparáveis”, constatou Marcelo Rebelo de Sousa, considerando “justo” este agradecimento. “Não esqueceremos o papel das instituições e cuidadores na solidariedade social, não esqueceremos daquilo que é devido de gratidão, de apoio, de reforço do seu papel, de reconhecimento da sua missão, da criação de condições”. O mesmo se dirá da escola. “A escola que não parou, a escola feita da família, mas também de forma especial dos directores, dos professores, do pessoal não docentes e da comunidade que soube reinventar-se em tempos tão diversos”. Marcelo Rebelo de Sousa foi peremptório: “estávamos todos a larga medida impreparados para a primeira vaga, estivemos de algum modo também surpresos nas vagas seguintes e soubemos enfrentar mais esse desafio e a Batalha de São Mamede foi a primeira de muitas batalhas, recordando o passado, mas também o presente, um presente de heroísmo”.


Marcelo Rebelo de Sousa agradeceu a distinção feita pela Câmara Municipal de Guimarães, explicando que só a aceitou porque esta não foi feita ao cidadão, mas ao cargo que desempenha. “A homenagem que me foi prestada não me foi prestada ao cidadão, foi prestada ao Presidente da República, foi prestada ao Chefe de Estado, aquele que representa, legitimado pelo voto, os milhões de portugueses e portuguesas”, justificou.


Ainda na cerimónia, que também contou com a secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural, Ângela Ferreira, o presidente da Câmara Municipal de Guimarães confessou “o orgulho na fundação e a paixão na história” assentes numa “forte identidade colectiva”. Domingos Bragança acredita que o povo vimaranense “herdou a coragem e o espírito de conquista”, afirmando como “imperativo categórico de preservar e honrar a história do país, já que o 24 de Junho não comemora apenas Guimarães, comemora um país e um povo”.


O presidente da autarquia assumiu ainda no seu discurso que “o património, a cultura e a sustentabilidade só fazem sentido se focados no cidadão, assentes no saber e projectando uma ideia de sociedade e cidade mais feliz”. Mas Domingos Bragança foi mais longe: “Guimarães pode e deve cumprir ainda um outro importante papel, dada a sua implantação geográfica e pode ser a porta de entrada através de uma ligação ferroviária dedicada a uma estação de alta velocidade, garantindo para este território alargado coesão e competitividade económica e social”.

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