Braga, quinta-feira

Economia da região pode recuperar mais rápido

Regional

11 Dezembro 2020

Redação

Nuno Amado, chairman do Millenium BCP, acredita que as empresas bracarenses podem sair mais rapidamente da crise provocada pela pandemia. A recuperação económica será a várias velocidades, por geografia e por sector.

Nuno Amado, chairman do banco Millennium BCP, antevê que Braga tenha uma recuperação económica pós-Covid 19 “mais rápida” do que outras zonas do país com maior dependência de sectores mais expostos à pandemia. A previsão do banqueiro foi ontem expressa no webinar ‘Que estratégia adoptar para superar a crise após a pandemia’, promovido pela ‘N-Advogados’, em parceria com a Associação Comercial de Braga e a Invest- Braga.

Nuno Amado antevê a contenção da actual crise sanitária durante o próximo ano, com a recuperação económica e social a fazer-se, a partir do segundo semestre, a várias velocidades, “por geografia e por sector”. Nesse quadro, o líder do Millenium BCP coloca Braga cidade e Braga distrito numa posição favorável.

No terceiro e último webinar organizado pela N-Advogados “para que cidadãos e empresas tenham informação relevante para as suas decisões o que é crítico neste tempo de forte incerteza”, Nuno Amado alertou para o perigo que as empresas poderão correr, no último trimestre do próximo ano, com o fim coincidente das moratórias e dos créditos covid concedidos neste período de crise económica. “Essa zona perigosa tem de ser gerida atempadamente pela banca, associações comerciais e Governo”, sugerindo o chairman do Millennium BCP que se mexa “nos prazos dos créditos covid ou nos das moratórias”.

Nuno Amado apontou uma nova ronda de moratórias de créditos para o primeiro trimestre de 2021, em condições que deverão ser conhecidas em Dezembro, com as candidaturas a decorrerem entre Janeiro e Março.

O chairman do Millenium BCP opinou que as moratórias são “um instrumento crítico” no apoio às empresas neste período de pandemia, com peso mais expressivo que as ajudas directas.

“O ideal seria ter mais ajudas directas, mas tal não é possível pelo peso da dívida do sector público”, alegou.

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