Braga, sábado

Eixo Atlântico defende recurso a navios hospitais da Marinha e da Armada

Regional

28 Janeiro 2021

Redação

Secretário-geral quer que os navios hospitais dos dois países recebam doentes Covid para aliviar hospitais. Presidente fala em partilha de recursos.

O secretário-geral do Eixo At-lântico, Xoan Mao, defende que os meios das marinhas de Portugal e Espanha devem prestar auxílio no combate ao Covid-19, através da activação de navios hospitais de ambos os países para aliviar as unidades hospitalares da eurorregião. “Que se activem, nos dois países, protocolos que permitam que os meios das marinhas de Portugal e de Espanha ajudem a combater uma pandemia que dentro de uma semana ou dias vai agravar-se. Que enviem navios hospitalizados para o porto de mar de Viana do Castelo e para o de Vigo, para dar cobertura aos doentes quer do Norte de Portugal, quer da Galiza”, afirma Xoan Mao.


Se a situação em?Portugal é de “colapso”, o secreário-geral diz que a da Galiza “caminha para esse cenário”, considerando que esta “proposta simples” pode auxiliar os doentes dos dois lados da fronteira.


Segundo dirigente, Espanha tem “e Portugal também terá, cinco navios cujos quartos podem ser adaptados para receberem doentes com Covid-19”.


“A ministra espanhola da Defesa já anunciou, no ano passado, no início da pandemia, que esses cinco barcos estariam disponíveis, já adaptados, dois quais um é porta-aviões”, especificou Xoan Mao, acrescentando que “se os números continuam como estão, podemos chegar a um problema grave para uns e para outros, porque não teremos capacidade de resposta”


Quanto à transferência de do-entes infectados para as unidades hospitalares das duas regiões, o secretário-geral do Eixo Atlântico considera a possibilidade “óbvia e natural”.


A ideia é corroborada pelo presidente da associação transfronteiriça que reúne 36 municípios do Norte de Portugal e da Galiza. Ricardo Rio sublinha que a forte possibilidade de encaminhar doentes de Portugal para a Galiza justifica “a partilha de recursos” que possam acorrer ao aumento de procura que as duas regiões deverão enfrentar.


“Tudo o que seja mobilizar meios qualificados para responder a estas necessidades é seguramente melhor do que outras soluções de carácter mais frágil que pudessem ser activadas em cada um dos territórios”, diz Ricardo Rio, adiantando que tal como já foi defendido pelo Eixo Atlântico no domínio da Protecção Civil, “deve haver uma resposta concertada às necessidades que possam ser identifica- das também no domínio da saúde”, numa clara conjunção de recursos.


Com a previsão de que nos próximos dias se assista ainda a um agravamento do número de infecções - tal como na Galiza - o também presidente da câmara de Braga diz que “tudo o que seja reforçar a capacidade insta- lada, desde que não haja ou- tras alternativas que possam ser accionadas a nível regional, tem de ser acautelado e com tem-po”.

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