Braga, quinta-feira

Empresa de autocarros empresariais BusUp quer crescer para 20 ME de contratos este ano

Economia

20 Março 2021

Lusa

A BusUp, empresa de serviços de transporte partilhado entre empresas, prevê aumentar o valor de contratos de 12 milhões de euros para 20 milhões este ano, avançou à Lusa o presidente executivo.

A BusUp, que diz ser a "primeira empresa no mundo" a oferecer serviços de transporte partilhado entre empresas, não tem autocarros próprios, mas trabalha com mais de 150 operadores de autocarros em todo o mundo, gerindo atualmente 380 rotas diárias e 8.100 passageiros.
 

“Somos um prestador de serviços de transporte de empresas que utiliza tecnologia própria para poder gerir a operação de clientes”, começou por dizer à Lusa o presidente executivo e cofundador de BusUp, Rui Stoffel, destacando o facto de Portugal ter sido o primeiro mercado e a Universidade Nova o primeiro cliente da empresa, que está também presente em Espanha, no Brasil, nos Estados Unidos, no México e no Peru.
 

“Agora, em Portugal, já temos outros clientes, como a Accenture ou o Millennium bcp”, na zona da grande Lisboa, disse o presidente executivo, adiantando que os planos de expansão da empresa estão focados na zona de Setúbal até Sines, “em particular a zona de Palmela e o Porto de Sines”.
 

“Estamos também a ter solicitações entre Braga e Porto, onde há parques industriais, onde há empresas e o transporte público não consegue chegar”, disse.
 

Com um volume total de contratos anual de 12 milhões de euros, “o objetivo é chegar aos 20 milhões de euros este ano e transportar 20 mil pessoas por dia”, afirmou Rui Stoffel. Em janeiro de 2020, a BusUp transportava duas mil pessoas por dia e tinha 130 rotas ativas só na zona de Lisboa.
 

Dos 12 milhões de euros, “25% a 30% estão em Portugal. Em Portugal, o objetivo é acabar o ano com cerca de quatro milhões de euros, sabendo que há dois anos era zero”, acrescentou.
 

O responsável admite que, devido à pandemia de covid-19, “grande parte da operação está temporariamente suspensa”, porque muitas empresas estão em regime de teletrabalho, sendo exceção a operação do Taguspark.
 

“A previsão é de que a reabertura possa ser feita entre maio e setembro”, afirmou, acrescentando que a pandemia teve impacto na faturação, apesar de a empresa não ter perdido clientes.
 

“Há uma queda importante entre março e agosto em Espanha e em Portugal. Em Portugal, a queda na faturação foi de 60% e houve um mês em que foi 100%, em março ou abril do ano passado, mas em compensação no Brasil continuamos a crescer, uns 500 ou 600%”, disse.
 

Há cinco anos no mercado e em Portugal desde 2017, a BusUp fechou recentemente uma ronda de investimento de cinco milhões de euros, liderada por Proeza Ventures, o maior fundo de investimento em mobilidade da América Latina, acompanhada, entre outros, pelo fundo de capital de risco norte-americano Autotech Ventures e o fundo Finaves V.
 

“A ronda de investimento veio confirmar ou consolidar que este modelo de negócio tem futuro. Dá muita credibilidade, o que é importante, porque as empresas das quais transportamos trabalhadores são grandes empresas”, afirmou Rui Stoffel.
 

Para o responsável, esta ronda de financiamento transmite às empresas clientes a mensagem de que a BusUp “é uma empresa solvente, estável, com uma tecnologia validada”.
 

Esta injeção de capital veio também financiar o crescimento da empresa nos Estados Unidos e no México, a entrada no Peru e permitiu aumentar o número de trabalhadores: “Antes da ronda de investimento tínhamos 38/40 pessoas. Neste momento, temos 58 e a ideia é acabar o ano com 80. No fundo, é dobrar”.
 

Deste total, oito trabalhadores estão em Portugal, onde a empresa tem também o seu centro de atendimento para todos os mercados onde opera.

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