Braga, terça-feira

Enfermeiros exigem actualização do salário-base para 1 201 euros

Regional

12 Fevereiro 2020

Lusa

Medida é uma das reivindicações dos profissionais que ontem voltaram a protestar na entrada principal do Hospital de Braga. Há ainda 148 profissionais a auferir salários de 1 060 euros.

A administração do Hospital de Braga comprometeu-se a aplicar o Decreto-Lei 62/79, que estabelece especificações do regime de trabalho dos profissionais de saúde e respectivas remunerações relativamente ao pagamento de horas de qualidade e trabalho extra, com retroactivos referentes a Janeiro desde ano. A notícia foi avançada ontem por Nelson Pinto, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), após reunião com o Conselho de Administração do Hospital de Braga.


De acordo com o responsável, o primeiro pagamento deverá ser efectivado em Março.
 

Os enfermeiros da unidade hospital voltaram ontem a concentrar-se junto à entrada do hospital em sinal de protesto contra esta e outras matérias, entre as quais o pedido de adesão aos Acordos Colectivos de Trabalho, garantindo a igualdade entre profissionais no que diz respeito ao salário-base, no valor de 1201,48 euros.


De acordo com Nelson Pinto, “é inaceitável” que ainda haja 148 enfermeiros a receber 1 060 euros de salário base, acrescentando que a reivindicação já foi exposta ao Conselho de Administração em Novembro, “mas até hoje nada mudou”.


O sindicalista diz que a administração pondera efectuar o primeiro pagamento aos enfermeiros que auferem ainda 1060 euros já em Abril, ficando ainda sem resposta se o pagamento vai ter efeitos retroactivos a Setembro do ano passado.

Nelson Pinto assegurou que a administração comprometeu-se também, já no próximo mês de Março, a levar a cabo a nova contabilização de pontos.


Estas cedências tinham sido já explanadas num comunicado emitido pelo Hospital de Braga esta segunda-feira. No comunicado, a unidade bracarense diz que além da aprovação do Decreto-Lei 62/79, está já a ser ultimado o procedimento de adesão aos Acordos Colectivos de Trabalho, tendo sido revistos no Orçamento de 2020 os respectivos impactos financeiros, quer das actualizações salariais quer da necessidade de recursos necessários com a passagem do horário normal de trabalho para as 35 horas semanais.
 

Relativamente à avaliação de desempenho, o hospital diz que se encontra na fase final o processo de atribuição de pontos.
 

Apesar de considerar que a reunião foi frutífera, Nelson Pinto diz que está ainda por concretizar uma exigência dos referente à transição de todos os enfermeiros especialistas para a referida categoria. “Nem sabem quando a darão ou se a darão”, disse.


“Fizeram algumas cedências mas é preciso mais um mês, até ao próximo processamento salarial, para ver se fazem o que prometeram. Se não fizerem, teremos de decretar formas de luta para obrigar o Conselho de Administração a aplicar as medidas prometidas”, concluiu representante do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses que esteve nesta protesto.

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