Braga, quarta-feira

Escola artística em Famalicão investe 6,3 ME em novas instalações

Regional

08 Julho 2021

Lusa

As novas instalações da Escola Profissional Artística do Vale do Ave (ARTAVE), em Vila Nova de Famalicão, vão nascer das ruínas da antiga metalúrgica Cegonheira, num investimento total de 6,3 milhões de euros, anunciou hoje o município.

Em comunicado, o município acrescenta que as novas instalações terão um total de 63 salas de ensino, biblioteca e zonas administrativas, assim como um auditório com 500 lugares.

Incluirão ainda um segundo auditório com lotação para 200 pessoas e quatro salas de aula que poderão ser transformadas em auditórios de 120 lugares.

“Queremos que exista em Famalicão um verdadeiro ecossistema educativo, onde as várias dimensões da educação possam interagir, e este equipamento vem dar um importante contributo para isso”, referiu o presidente da Câmara, na cerimónia de lançamento da primeira pedra da obra.

Paulo Cunha sublinhou ainda a importância da localização do equipamento, bem no centro da zona escolar da cidade.

A primeira fase de execução, que engloba a construção da parte escolar, tem um prazo de execução de nove meses, ascendendo o investimento a três milhões de euros.

Os auditórios, assim como o espaço que acolherá a exposição da coleção de instrumentos musicais chineses, doada por Paulo Sá Machado, e o polo dedicado às indústrias criativas serão construídos na fase posterior.

Para o diretor pedagógico da ARTAVE, José Alexandre Reis, “este é um momento de viragem para um novo patamar”.

“Começámos em 1989 com cinco salas, entretanto evoluímos para as condições atuais, mas é altura de dar um passo para o futuro, criando condições para melhor ensino e para fortalecermos a dimensão cultural de Famalicão”, disse.

Acrescentou que a nova escola “terá condições para uma intervenção maior da ARTAVE na cultura em Famalicão, posicionando-se também como um centro de eventos, tanto a nível cultural e educativo, como a nível mundial”.

A Câmara Municipal aprovou um apoio superior a 1,8 milhões de euros, dividido em prestações ao longo dos próximos 19 anos.

Paralelamente, cedeu à ARTAVE o direito de superfície do prédio urbano que detinha naquele complexo por um prazo de 50 anos.

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