Braga, segunda-feira

Escola de Medicina desenhou quatro planos para se adaptar à pandemia no próximo ano

Regional

30 Agosto 2020

Redação

Planos diferenciam-se pelo nível de exposição dos alunos, sobretudo na prática clínica que se desenvolve essecialmente nos hospitais de Braga, Guimarães e Viana do Castelo. Uma componente significativa da formação será feita também?à distância.

São quatro os planos adoptados pela Escola de Medicina para o próximo ano lectivo no que concerne ao modelo de ensino, planos que se ajustam à evolução da situação pandémica, sobretudo no que à a prática clínica diz respeito.


Os modelos já traçados pela direcção estão intimamente ligados ao tempo de exposição dos alunos no contexto de aprendizagem, sobretudo nos três hospitais nucleares com que a escola tem parceria: o Hospital de Braga, o Hospital Senhora da Oliveira, em Guimarães e a Unidade Local de Saúde, de Viana do Castelo.
 

“Caso a situação sanitária esteja como hoje vamos optar por um plano. Se assistirmos a uma degradação temos um plano dois. Se se agravar bastante temos um terceiro. Se ficar numa situação de enormíssimo risco temos um quarto plano, antes de um possível ‘lockdown’ que possa acontecer no país”, explica o presidente da Escola de Medicina da UMinho, adiantando que o que distingue os vários planos é o tempo de exposição e o número dos estudantes presentes nas práticas clínicas e laboratoriais. “Vamos reduzindo o número de alunos presentes simultaneamente, alternando, por exemplo, os dias da semana, rodando o período da manhã com o da tarde e distribuindo-os por mais locais”, assegura.
 

Nuno Sousa diz ainda que há uma componente significativa da formação lectiva que também será feito à distância, tal como aconteceu já no final do ano lectivo passado.


O presidente da Escola de Medicina assegura que se houver necessidade de voltar ao ensino à distância a escola está preparada, colhendo frutos da experiência que obteve no ano passado. “Em 24 horas, após a decisão do reitor em arrancar para o ensino?à distância, redistribuímos os horários dos estudantes, alternamos a ordem das unidades curriculares que estavam a fazer, garantindo não perderíamos mais do que um dia. E foi o que aconteceu. Só estivemos 24 horas sem actividades planeadas”, diz o dirigente, garantindo que o ensino à distância era uma “prática já desenvolvida no seio da es-cola”.


“O resto do ano decorreu com tranquilidade, terminou nas datas previstas, sem qualquer sobressalto. As práticas que instituímos foram seguidas por outras instituições nacionais e internacionais. Do ponto de vista da avaliação fomos reconhe-cidos pelas boas práticas”, diz Nuno Sousa, relevando que somente a prática clínica foi anulada.


O próximo ano lectivo ficará indiscutivelmente marcado também pela entrada em vigor do novo currículo, o MinhoMD, a pensar nos médicos de 2030, dotados de novas competências em áreas distintas como a comunicação, a economia da saúde, entre outras.
 

Descrito como “inovador” permite um ano opcional que pode ser utilizado para construir conhecimento noutras áreas, “mesmo que não se relacionem com medicina ou saúde directamente, e ganhar novas experiências e competências.


Os estudantes serão responsáveis pela definição do seu próprio currículo, desenhando o seu percurso através de unidades opcionais (que constituem cerca de 20% do total), incluindo a possibilidade de frequentar unidades curriculares em áreas diversas, como a economia, a gestão ou a investigação biomédica, ou de participar em iniciativas de voluntariado, ou ERASMUS+.


“É um curso muito flexível em que a imagem se assemelha a um mapa de uma estação de metro onde sabemos qual o ponto de entrada e chegada, mas onde percurso é definido por cada um”, diz a propósito Nuno Sousa, acrescentando que foram envolvidos docentes, alunos e ex-alunos, pacientes, gestores de instituições de saúde, médicos e outros profissionais de saúde com o objectivo de criar um plano para formar médicos versáteis, multidisciplinares, excelentes comunicadores.

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