Braga, terça-feira

Escola de Medicina é balão de ensaio para maior autonomia das unidades orgânicas

Regional

15 Dezembro 2020

Redação

Um ensaio piloto que vai dotar a Escola de Medicina de mais autonomia e responsabilidade financeira. O contrato programa foi aprovado ontem no Conselho Geral da UMinho, bem como o Plano de Actividades e Orçamento.

É uma espécie de ‘emancipação’, mas sem cortar o ‘cordão umbilical’. Assim, a Escola de Medicina ganha mais autonomia e responsabilidade financeira desta unidade orgânica da Universidade do Minho (UMinho).

Trata-se de um ‘ensaio piloto’ que poderá estender-se a outras unidades orgânicas da UMinho.

O contrato programa entre a Universidade do Minho e a Escola de Medicina foi aprovado ontem, por maioria e duas abstenções, na reunião do Conselho Geral da UMinho.

“Trata-se da valorização da autonomia das unidades orgânicas, evoluindo para um modelo organizacional que dote as unidades orgânicas de maior autonomia, mas que seja, simultaneamente, mais responsabilizante relativamente ao exercício financeiro das nossas unidades”, afirmou ontem o reitor da UMinho.

Rui Vieira de Castro vincou que “este é o passo certo na direcção certa com a consciência clara das dificuldades, mas com a convicção da capacidade das unidades orgânicas da universidade”, realçando que “a autonomia não desvincula daquilo que é a universidade no seu conjunto”.

O reitor justifica esta ‘descentralização’ do modelo organizacional como forma de “aumentar receitas próprias e nesse senti- do encontrar mecanismos de estímulo a esta procura adicional de financiamento que queremos ver associada a uma maior qua-lidade da actividade da univer-sidade”.

O contrato programa entre a Universidade do Minho e a Escola de Medicina será de operacionalização anual e prevê 12 cláusulas que estabelecem um conjunto de objectivos, com os quais a escola terá de se comprometer, respeitando os princípios fundamentais que assentam a UMinho no seu todo. “O modelo financeiro terá uma componente fixa e outra variável que será anualmente avaliada em função de um conjunto de critérios relativos ao desempenho académico, cientifico e capacidade de captar financiamento”, explicou Rui Vieira de Castro.

Com este novo modelo a Escola de Medicina passará a ter competências para poder desenvolver modelos próprios de organização e gestão dos seus trabalhadores, administrativos e de gestão.

Nuno Sousa, presidente da Escola de Medicina, frisou o “comprometimento da escola”, sublinhando “o valor acrescentado que o contrato programa irá trazer à instituição, de modo a responder aos elevados níveis de competitividade a nível nacional e internacional na área da saúde”.

De salientar ainda que, ao abrigo deste contrato programa, caberá à Escola de Medicina da UMinho a responsabilidade do edifício onde se encontra sediada.

Deixa o teu comentário