Braga, quarta-feira

Esta é uma festa da língua, da arte e da cultura desta euro-região

Regional

09 Fevereiro 2020

Redação

Lídia Brás Dias, vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Braga, deu o pontapé-de-saída à Braga - Capital da Cultura do Eixo Atlântico 2020, com a inauguração da exposição de Instrumentos Populares do Noroeste Peninsular, a ver, na Casa dos Crivos.

Foi com um ‘show’ popular e animado em plena Rua de São Marcos, que os ‘Sinos da Sé’ atraíram a atenção de muita gente para o primeiro momento oficial da Braga - Capital da Cultura do Eixo Atlântico, cujo ‘pontapé de saída’ foi dado, ontem à tarde, pela vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Braga, com a inauguração da exposição de ‘Instrumentos Musicais Populares do Noroeste Peninsular’ na Casa dos Crivos.


A viola braguesa do Norte de Portugal e a gaita de cana e a sanfona da Galiza são apenas três das dezenas de instrumentos musicais do Noroeste Peninsular que se exibem na primeira grande exposição da Braga - Capital da Cultura do Eixo Atlântico 2020. A vereadora Lídia Brás Dias afirma que a música sempre ajudou a dissipar fronteiras e a unir a euro-região.


“Braga tem que ser uma cidade na euro-região, mas também uma cidade aberta para o mundo e, por isso, temos que começar pelos que estão mais próximos, mas também por aqueles que trabalham pela preservação da herança da língua, estreitando laços e parceria através de vários projectos como a música, o teatro e as letras”, assinalou a vereadora da Cultura, ontem, na inauguração da exposição ‘Instrumentos Musicais Populares do Noroeste Peninsular’, que pode ser apreciada até ao próximo dia 29.


A mostra, organizada pelo Grupo Canto D’Aqui e coordenada por Napoleão Ribeiro, dá a conhecer vários instrumentos típicos da cultura popular da euro-região Norte de Portugal/Galiza, podendo ser acompanhada por um catálogo com a devida descrição e classificação de cada um.
São várias as ‘estórias’ musicais que se cruzam neste Eixo?Atlântico, onde, além da afinidade linguística, se registam ‘saberes’ idênticos na forma, no fazer e no tocar de instrumentos, outrora habilmente construídos e tocados de forma autodidacta.


Sublinhando a “ligação enorme” que Braga tem aos cordofones, Lídia Brás Dias destacou o papel que várias associações bracarenses como ‘Os Sinos da Sé’ e o Grupo Canto D’Aqui e muitos outros que têm preservado este património e cultura popular, inovando e captando novos públicos.
Apontando para muitos encontros de tocadores da euro-região que se juntam tantas vezes em Caminha, o curador da exposição, Napoleão Ribeiro, disse que muitos dos instrumentos musicais expostos pertencem a músicos e a vários artífices da euro-região “que se conhecem, que tocam juntos e que se encontram em oficinas e é essa essência e esse espírito do Eixo Atlântico que queremos cultivar”.

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