Braga, segunda-feira

Estudantes exigem apoios para o Ensino Superior

Regional

27 Novembro 2020

Redação

Movimento estudantil A Gata na UM, com página no Instagram, juntou-se ontem no Prometeu, em Gualtar, para reivindicar apoios para estudantes.

A “falta de alojamento público” e a “necessidade de acabar de vez com as propinas” foram duas das questões ontem evidenciadas pelo ‘A Gata na UM’ - um movimento estudantil da Universidade do Minho (UMinho) que nasceu no início da pandemia para ‘dar voz’ aos maiores problemas pelos quais os estudantes do Ensino Superior (ES) passam e que podem pôr em causa a continuidade dos seus estudos.

Inês Rodrigues, aluna da licenciatura em Geografia e Planeamento porta-voz do movimento que ontem se reuniu à volta do Prometeu, no campus de Gualtar, explicou que os problemas dos estudantes universitários se agudizaram nos últimos meses, exacerbando-se com a pandemia de Covid-19 e demonstrando as “graves dificuldades” que muitos atravessam para se manter a estudar.

“A propina é uma luta dos estudantes do ES há décadas. É verdade que o valor das propinas tem vindo a diminuir, mas, neste momento e mais do que nunca, é preciso ajudar as famílias e acabar com as propinas”, reivindica o movimento.

A falta de alojamento público para os estudantes é, actualmente, um dos maiores problemas. “Num momento em que muitas famílias estão a perder rendimentos é muito complicado um estudante deslocado ter de arrendar um quarto quando o mercado imobiliário parece que não sentiu os problemas da pandemia e os preços continuam praticamente como estavam antes, com um valor, em média, de 200 euros ou mais, dependendo da proximidade aos campus universitários”, indicou a porta-voz do movimento ‘A Gata na UM’.

Outro problema evidenciado pelo movimento estudantil reivindicativo está relacionado com as aulas on-line. Inês Rodrigues indica que muitos estudantes levantaram questões que não conseguiram ver resolvidas no último semestre e que este ano ainda continuam sem resposta, apontando casos de estudantes que não conseguiram ter computador para assistir às aulas on-line. O aumento do valor das propinas ao nível de mestrado na UMinho e os transportes públicos de acesso ao campus são outros problemas enumerados pelo movimento, que já foram levados às reuniões gerais de alunos e que se espera que venham a ser resolvidos.

“É natural que daqui a uns tempos voltemos a ver muitos estudantes a abandonar o ES e não queremos que isso volte a acontecer. Lembramo-nos como foi a última crise e não podemos voltar para trás e voltar a ver aquela quantidade de estudantes a abandonar o ES. Tem que haver condições para os estudantes continuarem os estudos”.

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