Braga, quarta-feira

Eurorregião Galiza-Norte de Portugal tem plano estratégico para pós-covid-19

Regional

17 Dezembro 2020

Lusa

O Eixo Atlântico elaborou um plano estratégico para a recuperação económica da eurorregião Norte de Portugal-Galiza pós-covid-19, atento ao Plano de Recuperação e Resiliência e ao próximo Quadro Comunitário de Apoio, foi hoje anunciado.

Em conferência de imprensa, em Braga, o presidente do Eixo Atlântico, Ricardo Rio, sublinhou que o documento propõe a aposta no fortalecimento do papel das cidades como “pilar fundamental”.
 

“O desenvolvimento tem de envolver as cidades”, afirmou o também presidente da Câmara de Braga.
 

A transição digital, a transição verde, a resiliência económica, a coesão social e a valorização da dimensão cultural são, segundo Ricardo Rio, os cinco grandes temas que o Eixo Atlântico “deve abraçar” na próxima década.
 

“São temas disruptivos, mas somos agentes de desenvolvimento e temos de continuar na vanguarda”, disse ainda.
 

O plano estratégico resulta da Conferência de Líderes que decorreu em setembro em Pontevedra, na Galiza, Espanha, e que juntou um grupo de especialistas e autarcas de 31 municípios da associação transfronteiriça do Eixo Atlântico para debaterem a recuperação económica e social em toda a eurorregião no pós-pandemia covid-19.
 

O documento já seguiu para os governos de Portugal e de Espanha, bem como para a Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional do Norte e para a Junta da Galiza.
 

“É preciso olhar para esta eurorregião, temos aqui agentes e massa crítica”, enfatizou Ricardo Rio.
 

O secretário-geral do Eixo Atlântico, Xoán Mao, sublinhou o “papel determinante” que os municípios estão a ter no combate à pandemia, tendo “liderado as respostas” em várias áreas.
 

“Agora, temos condições para estar na cabeça também no pós-covid”, afirmou.
 

O Eixo Atlântico é uma associação transfronteiriça que reúne 35 municípios do Norte de Portugal e da Galiza.
 

No próximo ano, vão juntar-se ao Eixo quatro novos membros, designadamente Amarante e Gondomar, do lado português, e Ponteareas e Deputación Provincial de Ourense, do lado galego.
 

Desde o início da pandemia, Portugal já registou 5.902 mortes e 362.616 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2.

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