Braga, segunda-feira

Família quer completar obra de Sebastião Alba

Diversos

25 Agosto 2019

Redação

Ventos da Minha Alma e Albas são os títulos de Sebastião Alba reeditados num livro. Família apela a quem tiver textos inéditos do autor.

A família de Sebastião Alba, pseudónimo de Dinis Albano Carneiro Gonçalves, quer ver mais divulgada a obra do escritor e poeta nascido em Braga onde morreu em Outubro de 2000 e apela a quem tiver textos inéditos que os faça chegar para serem coligidos e editados.


No contexto de divulgação da obra de Sebastião Alba foi editado um livro - dois em um na verdade - que conjuga os títulos "Ventos da minha alma" e "Albas".

O livro foi lançado em Moçambique - país onde o poeta chegou a viver - numa edição de 500 exemplares, mas a obra está disponível também em Braga na Livraria Centésima Página.


No "prelúdio e advertência" de "Albas", Maria de Santa-Cruz, que teve a missão de organizar os poemas nesta publicação depois de receber um caderno de 89 páginas dactilografadas, acompanhado de disquete e meia dúzia de manuscritos, assume: "tenho plena consciência de que, a existirem cinco mil conhecedores da poesia de Sebastião Alba e da vida do Dinis Gonçalves, cada um deles organizaria este volume de um modo diferente".


Um dos irmãos, Jorge Carneiro Gonçalves, explica que o objectivo da família é divulgar e aumentar a obra publicada de Sebastião Alba.


Por isso, o apelo é se alguém tiver inéditos, em prosa ou poesia, da autoria de Sebastião Alba, que os faça chegar á família para completar, o mais possível, a reedição das suas obras.


O escritor gostava mais de poesia, mas tem também obra em prosa. Da sua escrita, destacam-se títulos como "Noite dividida", "Ritmo de presságio" e "Uma pedra ao lado da evidência", sendo este o último livro publicado em vida.

Este "filho da terra" com obra publicada e conhecido também noutras línguas, "deve orgulhar não só a família, mas também os bracarenses" afirma Jorge Carneiro Gonçalves.


Sebastião Alba nasceu em Braga a 11 de Março de 1940. Passou a primeira infância na aldeia de Torre de Dona Chama, em Trás-os-Montes e em meados de 1950 emigrou com os pais e irmãos para Moçambique.


A sua primeira obra publicada "Poesias" acontece no contexto da colaboração em vários jornais com crónicas e poesia dispersa.


Até 1983, sucedem-se várias obras.


Regressa a Portugal para se fixar em Lisboa até 1987. De volta a Braga, Sebastião Alba passa a viver na rua, respeitado por quem o entende e maltratado por aqueles que o vêem como um mendigo comum.


Morreu atropelado, em Braga, a 14 de Outubro de 2000, mas deixou obra.

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