Braga, quarta-feira

Feirantes dizem que Governo podia ter acelerado abertura

Nacional

11 Março 2021

Lusa

A Federação Nacional das Associações de Feirantes (FNAF) considerou hoje que o Governo podia ter acelerado o processo de abertura das feiras e mercados de venda de produtos não alimentares, apesar de compreender que não podem vender ao postigo.

A Federação Nacional das Associações de Feirantes (FNAF) considerou hoje que o Governo podia ter acelerado o processo de abertura das feiras e mercados de venda de produtos não alimentares, apesar de compreender que não podem vender ao postigo.

“Conseguimos perceber e colocar-nos na posição de 05 de abril, mas não via qualquer inconveniente se quisessem acelerar o processo e colocar já a partir de dia 15” de março, disse Joaquim Santos, presidente da FNAF, em declarações à Lusa.

O responsável afirmou que, no plano de desconfinamento anunciado hoje pelo Governo, “não há discriminação”, reconhecendo que os feirantes “não conseguem vender ao postigo”.

“Se o governo quisesse ser mais arrojado podiam ter colocado já nesta fase. Iremos estar mais 15 dias confinados e esperar pela abertura como o restante comércio”, adiantou.

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou hoje um plano de reabertura de atividades “a conta-gotas”, considerando que neste momento se pode falar “com segurança” de uma “reabertura progressiva da sociedade”.

António Costa falava aos jornalistas no Palácio da Ajuda, em Lisboa, no final do Conselho de Ministros, que esteve desde manhã reunido para aprovar o plano do Governo para desconfinamento do país, no âmbito da pandemia de covid-19.

De acordo com o documento apresentado pelo Governo, as feiras e mercados não-alimentares vão poder reabrir a partir de 05 de abril, por decisão municipal, à semelhança do que já aconteceu no ano passado.

Estas atividades ficaram suspensas aquando do novo confinamento, que teve início em 15 de janeiro, sendo permitidas apenas nos casos de venda de produtos alimentares.

Ainda sobre o plano de desconfinamento, Joaquim Santos reconheceu igualmente que este foi “um caminho feito na mesma estrada e com o mesmo rumo”, salientado ainda que “foi bem conseguido nesse aspeto”.

“Os meus colegas estavam ansiosos para ser o quanto antes, acho que houve um equilíbrio para não haver discriminação, pedimos a quem da decisão para não discriminar e olhar para este nicho de mercado que carrega uma cultura e tradição muito grande”, acrescentou.

“Prevaleceu esse respeito”, frisou, acrescentando que agora resta esperar por 05 de abril e “preparar as devidas regras porque o sucesso do desconfinamento depende de todos”.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.621.295 mortos no mundo, resultantes de mais de 117,9 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.635 pessoas dos 812.575 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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