Braga, quarta-feira

Freguesias de Viana do Castelo servidas por acessos ao porto repudiam embargo

Regional

16 Setembro 2020

Lusa

Os autarcas de três freguesias de Viana do Castelo que serão servidas pelos novos acessos ao porto de mar repudiaram hoje o embargo da obra por moradores que contestam o abate de 20 árvores previsto no projeto.

"As juntas de freguesia de Viana do Castelo cujas populações serão servidas diretamente pelos novos acessos ao porto de mar vêm publicamente repudiar a iniciativa de alguns moradores do lugar do Cabedelo, em Darque, em interromper aquela que é a última fase de construção daquela via fundamental para Viana do Castelo", referem, em comunicado, os três presidentes das freguesias de São Romão do Neiva, Chafé e Vila Nova de Anha.
 

Em causa está a construção de uma rotunda de acesso ao porto de mar da cidade, na avenida do Cabedelo, na freguesia de Darque, que deveria ter sido iniciada na segunda-feira, mas foi embargada por moradores que contestam o abate de cerca de duas dezenas das 170 árvores (plátanos) existentes naquela artéria.
 

Os moradores daquele lugar da freguesia de Darque, na margem esquerda do rio Lima, acionaram um embargo extrajudicial para travar os trabalhos, suspensos desde então.
 

Os autarcas de São Romão do Neiva, Manuel Salgueiro (Independente), de Chafé, António Lima (Independente), e de Vila Nova de Anha, Filipe Silva (PS), "consideram que o traçado, inclusivamente a sua ligação final à estrada nacional, hoje municipalizada, foi devidamente aprovada pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, pela Assembleia Municipal de Viana do Castelo e pelas respetivas Assembleias de Freguesia e discutida em sede própria".
 

"Esta obra, fundamental para o desenvolvimento da região e em especial para a mobilidade dos habitantes da margem sul do rio Lima, não pode estar refém da vontade de alguns moradores da freguesia de Darque que, aliás, é uma das mais beneficiadas com esta importante obra de elevado interesse público", sustentam.
 

Os três autarcas acrescentam que "o tempo de discussão desta matéria já correu" e consideram que "esta paragem prejudica as populações, porque o projeto foi devidamente aprovado e discutido em tempo útil".
 

"Esta é uma obra de todos os vianenses e não de alguns, não podem as Juntas de Freguesia ficar indiferentes, apelando para que a empreitada de construção dos acessos ao porto de mar seja retomada com a máxima urgência", defendem.
 

Na terça-feira, os vereadores do PSD e da CDU no executivo municipal, de maioria socialista, requereram a realização de uma reunião extraordinária do executivo com o objetivo de verem "esclarecidos" aspetos do projeto que disseram desconhecer, referindo-se ao abate das 20 árvores.
 

No mesmo dia, o presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, convocou aquela sessão para sexta-feira, às 15:00, nos antigos Paços do Concelho, na Praça da República.
 

Além de esclarecimentos sobre o abate de 20 plátanos na alameda do Cabedelo, na freguesia de Darque, a ordem de trabalhos inclui um primeiro ponto relativo à criação da área de Paisagem Protegida Regional da Serra d'Arga.
 

No âmbito da prevenção e controlo da pandemia de covid-19, a sessão camarária está limitada à participação de 10 munícipes que se deverão inscrever previamente.
 

Em causa está a construção, iniciada em fevereiro de 2019, de uma rodovia com 8,8 quilómetros que ligará o porto comercial ao nó da Autoestrada 28 (A28) em São Romão de Neiva, permitindo retirar os veículos pesados do interior de vias urbanas.
 

Os novos acessos, reivindicados há mais de quatro décadas, terão duas faixas de rodagem de 3,5 metros de largura.
 

A obra é financiada pela Câmara de Viana do Castelo e pela Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL).

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