Braga, segunda-feira

Gabinete mitiga efeitos da crise no tecido económico-produtivo

Regional

18 Abril 2020

Redação

Gabinete de Crise e da Transição Económica de Guimarães foi criado para ajudar o tecido económico- -produtivo a ultrapassar a crise e a definir um futuro melhor, no pós-pandemia, com recurso à ciência.

A criação do Gabinete de Crise e da Transição Económica do Município de Guimarães é uma das medidas mais relevantes no contexto da resposta à situação de crise causada pela pandemia Covid-19.

Além de actuar no actual contexto, este gabinete está já também a trabalhar com o tecido económico-produtivo para o cenário do pós-pandemia.

Liderado por António Cunha, ex-reitor da Universidade do Minho, este Gabinete de Crise e da Transição Económica aposta numa dupla estratégia, com medidas de curto prazo e medidas de médio prazo.
As medidas de curto prazo pretendem dar resposta imediata e adequada às dificuldades que as empresas, sobretudo as micro e pequenas empresas, já enfrentam.

Domingos Bragança avança que uma dessas medidas passa pela criação de um “quiosque electrónico” onde todo o comércio e restauração do concelho possa ter venda on-line. Esta plataforma electrónica era já um projecto em elaboração, mas a actual situação obrigou a agilizar todo o processo.

Também a curto prazo este Gabinete está a apoiar a indústria a adaptar-se às necessidades actuais do mercado, concretamente através da produção de dispositivos ligados à área da saúde.

“Nós temos uma indústria forte de calçado e têxteis. Nesta altura, essa indústria pode produzir material de protecção profiláctico”, refere Domingos Bragança lembrando que essa seria também uma forma de, a curto prazo, reduzir as importações.

Com autarquias vizinhas a importar material de protecção individual da China, chegando mesmo a fretar aviões para o fazer, Domingos Bragança conta que já foi “criticado por não o fazer o mesmo”. Justifica que considera mais importante “preparar as nossas estruturas industriais para produzir esse material cá, contribuindo para diminuir as necessidades de importação e aumentar a capacidade de exportação das nossas empresas, algo tão importante nesta altura”.

O autarca apela, porém, à rapidez na certificação do material de protecção profiláctico que já está a ser produzido no seu território.

“É fundamental que as pessoas tenham confiança nesse material que cá é produzido, daí a necessidade de encurtar esse processo de certificação, que é necessário uma vez que estamos a falar de dispositivos na área da saúde”, argumentou.

Esta mudança de paradigma que se abre com a indústria do têxtil e do calçado a entrar na fileira da saúde é importante “não só agora como a médio prazo”, defendeu o edil, na entrevista a Paulo Monteiro, director da rádio Antena Minho e do jornal Correio do Minho.

As medidas de médio prazo destinam-se a colocar as empresas do concelho no caminho da transição económica, mudança que será inevitável, face à esperada recessão e à mudança em curso dos hábitos de consumo.

Defensor de que “a ciência é fundamental para a economia”, Domingos Bragança considera que, mais do que nunca, faz todo o sentido aproveitar as competências que temos nas universidades e centros de investigação “e transferi-las para a economia, para as empresas”. Esse conhecimento está já a ser aproveitado para essa mudança de paradigma na produção têxtil e de calçado, que agora aposta em produzir material para equipamentos de protecção individual.

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