Braga,

GDR Esporões renasceu e precisa de uma casa para continuar a crescer

Desporto

20 Novembro 2019

Redação

GDR Esporões está de volta ao activo há 13 anos, com um crescimento constante e ambição à medida da dimensão do clube. Mas essa evolução está condicionada pela falta de um espaço próprio, de um campo de jogos.

Clube histórico da Associação de Futebol de Braga, passou por alguns anos de inactividade até regressar ao activo há 13 anos, pelas mãos de um grupo de amigos/conhecidos com um sonho em comum: reerguer o Grupo Desportivo de Esporões.


Prestes a completar 40 anos desde a sua fundação em 1979, o Esporões tem pergaminhos na associação distrital bracarense, mas não resistiu às dificuldades financeiras que se tornaram um obstáculo que impediu a continuidade. As portas fecharam durante algunas anos, mas “a vontade imensa de uma população que sempre foi muito unida e coesa” reactivou o clube.
 

Tiago Barbosa é um dos directores que há 13 anos tem ajudado a fazer regressar ao topo esta colectividade bracarense que tem vindo a crescer gradualmente, com muito trabalho, mas também muita ambição. O grupo de dirigentes de que faz parte tem tido uma enorme ambição de devolver o clube às glórias do passado, mas há uma situação que condiciona completamente esta desejada evolução. O Campo de Futebol 10 de Outubro, casa do GDR Esporões, “está completamente destruído e ao abandono. Em ruínas”.
 

“Infelizmente o nosso mítico campo, a nossa casa está completamente destruída. Chegou a um ponto em que acredito que a recuperação é impossível e só uma nova construção será viável”, começa por referir o dirigente, abordando o maior problema que o GDR Esporões enfrenta neste momento, no que diz respeito ao seu crescimento. Tiago Barbosa acrescenta ainda que esta direcção “anda nisto há 13 anos. Temos tido vários avanços e recuos, mas é muito tempo para resolver a questão e isto desanima muito... Claro que temos um grupo de pessoas muito unido, que se dedica e trabalha em prol desse sonho que é comum a nós, a todo o clube, mas também à própria freguesia de Esporões, que será realmente a principal beneficiada pela construção deste espaço desportivo”.
 

Ter que jogar em ‘casa’ emprestada é sempre muito complicado, acarreta custos financeiros elevados e não ajuda nada a chamar os adeptos para se unirem e apoiarem mais o clube. “Estamos deslocados da nossa freguesia. Estamos longe de Esporões e isso implica toda uma despesa muito elevada para nós. Temos que pagar o aluguer e as despesas de manutenção do Campo da Boavista, em Trandeiras, mas também perdemos porque pela distância há muitos sócios e adeptos que não se deslocam aos jogos. Perdemos também em apoio à equipa e, claro, também financeiramente nesse aspecto”, considerou o director do Esporões.


Mas a falta de um campo de jogos próprio está também a condicionar o crescimento do GDR Esporões noutro aspecto: a aposta na criação de camadas jovens. “É o caminho! Temos mesmo que ter camadas jovens muito em breve porque o crescimento e evolução dos clubes tem que ser alicerçada nessas camadas jovens. Não há outra forma. E espero que muito em breve esta situação seja resolvida, com o nosso campo de futebol”, finalizou.
 

Hilário Silva: “Temos objectivos ambiciosos e um longo caminho a percorrer”

Hilário Silva é o jovem treinador que tem a responsabilidade de tentar conduzir o GDR Esporões novamente rumo à Divisão de Honra, objectivo assumido pela direcção, equipa técnica e plantel para a temporada 2019/2020 e que está a ser perseguido com afinco e muita vontade de “fazer regressar a equipa a um patamar que tem que ser o mínimo para o clube”.


“O Esporões é um clube que a nível de condições oferecidas pela direcção é ímpar. Não falta nada a esta equipa técnica e aos jogadores para podermos trabalhar. Obviamente que temos essa limitação, grande, de não termos o nosso espaço próprio, o nosso campo de jogos, mas em tudo o resto a direcção não permite que falhe seja o que for. E isso dá-nos, à equipa técnica e ao plantel, uma confiança que é muito importante para nos podermos dedicar a cem por cento”, refere o treinador que assumiu o comando técnico da equipa sensivelmente a meio da temporada passada.

Hilário Silva refere ainda que a “grandeza do clube” obriga a que o Esporões tenha que estar sempre presente, no mínimo, numa Divisão de Honra da Associação de Futebol de Braga. “Não tenho dúvidas que o Esporões tem que disputar sempre, no mínimo, a Divisão de Honra da AF Braga. Toda a organização e estrutura deste clube tem que estar em campeonatos mais elevados, mais ambiciosos. E acredito que quando o novo Campo de Jogos 10 de Outubro estiver pronto, o campeonato mínimo para o GDR Esporões será a Pró-Nacional. O mínimo”, considerou o jovem timoneiro da equipa bracarense.


Quanto à actual temporada, as metas são claras: subir de divisão. Mas em Esporões todos sabem que há muito trabalho pela frente. “Temos os nossos objectivos bem definidos e queremos subir de divisão. No entanto, sabemos que há mais uns cinco ou seis clubes que também têm essa meta. Por isso, todos no clube têm a noção de que há muito trabalho pela frente. Vai ser uma época longa e, para já, está a correr muito bem, mas vamos continuar a encarar as coisas um passo de cada vez”, finalizou.

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