Braga, sábado

Gerir a cantinas será uma das maiores dores de cabeça para as escolas

Regional

21 Agosto 2020

Redação

Com o regresso do ensino presencial, as cantinas serão um dos pontos com maior aglomeração de alunos. Horários desfasados e alargamento de horários são algumas medidas a ser adoptadas. O take-away é classificada como pouco funcional.

O serviço de refeições é um dos maiores desafios que se colocam às escolas que estão preparar a abertura do próximo ano lectivo.


Com o regresso de todos os alunos ao regime presencial, os directores estão a estudar as melhores soluções para evitar aglomerações à hora do almoço, através do alargamento do horário de funcionamento da cantina e a distribuição dos alunos por diferentes horários como forma de garantir o distanciamento social no refeitório.
 

Com a maioria das secundárias do concelho a verem aumentar o número de alunos para o próximo ano lectivo, os directores confessam que gerir as cantinas - assim como os bares - será “a maior dor de cabeça”.


A adopção do regime de take-away é uma das possibilidades levantadas pela tutela, mas os directores das escolas ouvidas pelo CM consideram a medida “pouco funcional” e só aplicável a um número restrito de estudantes.


“Os alunos que vêm só no período da tarde já fizeram a sua refeição e muitos dos que têm aulas de manhã, mas moram longe, não optarão por levar a refeição para casa. Eventualmente, a medida será para os alunos mais carenciados e para os que residem mais perto”, adianta João Dantas, director do Agrupamento de Escolas D. Maria II. E prossegue: “Não estou a ver um aluno de Cabreiros que sai às 13 horas, pegar na sua refeição, utilizar o autocarro das 13.30 horas e chegar a casa depois das 14 horas para comer a sua refeição”.

 

De acordo com o dirigente terão de ser as escolas a desfasar horários para que os alunos entrem na cantina em turnos diferentes, uma tarefa que não é fácil se o número de estudantes a almoçar nas cantinas se mantiver igual a anos anteriores, 350 no caso na secundária D.Maria II.


“O ponto delicado da escola será a cantina”, admite João?Dantas, argumentando que se a solução do take-way vier para o terreno será por negociação entre o Ministério da Educação e as empresas que fornecem as refeições. A gestão das refeições será mais fácil nas Escolas do 1.º Ciclo e Jardins de infância, onde o número de alunos é mais reduzido.


Também o director do Agrupamento de Escolas Alberto Sampaio diz que a questão do take-away não se coloca se as escolas tiverem alunos com aulas nos períodos da manhã e da tarde. “Só fazia sentido se as escolas tivessem autorização para funcionar com meio tempo, com parte do currículo a ser feito em casa”, explica João Andrade, admitindo que o agrupamento está ainda a estudar soluções para o funcionamento da cantina.
 

“O take-away é uma solução para alguns, não para todos. Serve, por exemplo para um aluno que mora na cidade em que o progenitor vem buscá-lo para levar a casa. Ou um aluno que recorra ao autocarro, mas que não more muito longe da escola. Não dá para um aluno que demore quarenta minutos a chegar a casa”, argumenta.


O dirigente admite que a gestão da cantina é a que levanta mais problemas às escolas. “O problema é o tempo de desinfecção e a distância que tem de ser mantida”, diz João Andrade, que também viu crescer o número de alunos para o próximo ano lectivo.


“Se tivermos alunos de manhã e da parte da tarde, muitos deles terão de almoçar na escola. Não temos condições para garantir todas as exigências”, continua o dirigente, admitindo que o horário de funcionamento do refeitório terá de ser alargado.


A encontrar as melhores soluções está ainda a direcção do Agrupamento Carlos Amarante. São várias possibilidades em cima da mesa, incluindo o take -away que “se for considerada a melhor solução será tomada”, garante Hortense Santos.


A cantina, diz, funcionará com horários faseados. Em média almoçam no refeitório da secundária Carlos Amarante 400 alunos.

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