Braga, quinta-feira

Governo abre financiamento de 2,5 ME para mais mediadores culturais nas autarquias

Nacional

18 Dezembro 2020

Lusa

O Governo vai abrir muito em breve um novo aviso para que as autarquias se possam candidatar a financiamento para contratação de mediadores culturais, com uma dotação de 2,5 milhões de euros, adiantou a secretária de Estado das Migrações.

O objetivo é que os mediadores ciganos e mediadores culturais estejam presentes em todos os municípios de todo o país, incluindo nas ilhas, o que justifica uma dotação “muito superior” à do anterior concurso, “para que não fiquem municípios de fora”, explicou a secretária de Estado para a Integração e Migrações, Cláudia Pereira, em entrevista à Lusa a propósito do dia internacional das Migrações, que hoje se assinala.
 

“Já existe num grande número de municípios, seja mediadores ciganos, seja mediadores culturais, mas agora o aviso que vai abrir, vai abrir com um financiamento maior exatamente para poder haver um muito maior número de municípios. […] Alguns desses municípios que não tiveram financiamento para mediadores investiram eles próprios do seu financiamento para terem mediadores. Por exemplo, é o caso de Elvas, que tem neste momento mediadores pagos pela Câmara [Municipal], mas que também se irá candidatar a este aviso para poder ter financiamentos. O mesmo acontece com Sintra e outras autarquias”, disse a governante.
 

O financiamento a concurso será por um período de dois anos, podendo ser renovado, disse.
 

Sobre o trabalho específico com a comunidade cigana, a secretária de Estado apontou a conclusão da escolaridade obrigatória, o prosseguimento de estudos superiores, a inserção no mercado de trabalho e o acesso aos programas de habitação como as áreas de ação prioritária, num trabalho de articulação de várias áreas governativas para garantir integração e diminuição das desigualdades.
 

“Este é um trabalho datado no tempo. Tal como alguns países nórdicos pretendemos fazer isto durante um determinado número de anos e depois terminar quando essa mobilidade já estiver finalizada. O que nós queremos é realmente reduzir as desigualdades, quando elas estiverem reduzidas aí já não é necessário mais trabalho”, disse Cláudia Pereira.
 

A questão da igualdade de oportunidades é também a abordagem no combate à discriminação e racismo em Portugal.
 

“Sim, existe um problema de discriminação e de racismo em Portugal como existe em outros países. Este problema pode ser visto pela questão de igualdades ou de identidades. Nós temos trabalhado muito na questão de igualdade, ou seja, igualdade de oportunidades. Portanto, o que temos promovido é a prevenção do racismo, a prevenção da discriminação e que a informação chegue para termos a mesma igualdade de oportunidades”, disse.

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