Braga, quinta-feira

Greve deixa Misericórdia de Guimarães em serviços mínimos - sindicato

Regional

15 Outubro 2020

Redação

Trabalhadores da Misericórdia de Guimarães estão hoje em greve, assegurando apenas os serviços mínimos, para forçar a sua equiparação salarial aos colegas de outras instituições particulares de solidariedade social (IPSS), disse à agência Lusa uma fonte sindical.

Trabalhadores da Misericórdia de Guimarães estão hoje em greve, assegurando apenas os serviços mínimos, para forçar a sua equiparação salarial aos colegas de outras instituições particulares de solidariedade social (IPSS), disse à agência Lusa uma fonte sindical.

A greve foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) porque, segundo a sua dirigente Ana Rodrigues, “as diferenças salariais das misericórdias face às outras IPSS são significativas e na Misericórdia de Guimarães a situação é particularmente grave”.

De acordo com a sindicalista, uma ajudante de lar ganha salário mínimo [635 euros], sem qualquer adicional. Noutras IPSS o salário base é de 646, acrescendo 102 euros de diuturnidades mais pagamento de trabalho noturno.

“Ora, se já achamos que essas IPSS pagam pouco e estamos a exigir aumentos de 35 euros, muito mais teremos de reclamar às misericórdias e particularmente à de Guimarães”, acrescentou a sindicalista.

Ana Rodrigues disse que a Misericórdia de Guimarães, no distrito de Braga, emprega 200 ajudantes de lar, 60 das quais se concentraram, na manhã de hoje, em protesto frente a instalações da instituição.

Quanto à adesão à greve, a dirigente assegurou que “foi total, já que ficaram apenas as que cumprem os serviços mínimos, que neste caso são significativos”.

Em comunicado entretanto emitido, o CESP afirma não poder aceitar que os salários das ajudantes de lar, com cinco, 10, 15, 20, 25 e mais anos de antiguidade nas instituições, seja o Salário Mínimo Nacional. Não aceitamos que não nos paguem as diuturnidades, nem valorizem a nossa especialização”.

Sublinhando que “desde há pelo menos quatro anos que os salários da generalidade dos trabalhadores não são aumentados”, o CESP pede que “haja a coragem para valorizar as carreiras profissionais de quem, num momento particularmente difícil, não abandona utentes, trabalha no limite das suas forças e capacidades, dando o melhor de si para cuidar dos que mais necessitam”.

A agência Lusa pediu um comentário da Mesa Administrativa da Misericórdia, que não foi fornecido em tempo útil, até cerca das 12:30.

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