Braga,

Havia 28 concelhos em 2019 com uma ou duas agências bancárias - BdP

Economia

22 Outubro 2020

Lusa

Havia 28 concelhos em 2019 que tinham apenas um ou duas agências bancárias, mais quatro do que no ano anterior, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal.

De acordo com os dados que constam das séries longas do setor bancário (1990-2019), hoje divulgadas, no final de 2019 não existiam concelhos sem agências bancárias. Quanto a municípios com apenas uma agência, esses eram Vila Velha de Ródão (distrito de Castelo Branco) e Vila Nova da Barquinha (Santarém), os mesmos que já só tinham uma agência em 2018.
 

Já concelhos com apenas duas agências bancárias são 26, situados sobretudo em regiões do interior de Portugal continental e nas ilhas.
 

Destes, 22 concelhos já tinham apenas dois balcões em 2018: Almodôvar, Barrancos, Cuba, Freixo de Espada à Cinta, Vila de Rei, Góis, Penela, Mourão, Fornos de Algodres, Manteigas, Castanheira de Pera, Alter do Chão, Arronches, Castelo de Vide, Nisa, Chamusca, Constância, Golegã, Sardoal, Corvo, Lajes das Flores e Santa Cruz das Flores.
 

Já quatro concelhos passaram a ter apenas duas agências em 2019, sendo esses Marvão, Vila do Porto, Ponta do Sol e Santa Cruz.
 

Há ainda 45 concelhos que, no final de 2019, tinham apenas três balcões. Esses municípios são Alvito, Mértola, Ourique, Vidigueira, Terras de Bouro, Carrazeda de Ansiães, Vila Flor, Penamacor, Miranda do Corvo, Pampilhosa da Serra, Vila Nova de Poiares, Alandroal, Borba, Portel, Alcoutim, Castro Marim, Monchique, Vila do Bispo, Celorico da Beira, Meda, Figueiró dos Vinhos, Pedrógão Grande, Crato, Fronteira, Gavião, Monforte, Alpiarça, Ferreira do Zêzere, Paredes de Coura, Boticas, Mesão Frio, Murça, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, Armamar, Penalva do Castelo, Penedono, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tarouca, Vila Nova de Paiva, São Roque do Pico, Porto Moniz, Porto Santo, Santana.
 

Em sentido oposto, os concelhos com mais agências bancárias são Lisboa (395), Porto (175) e Sintra (90), acompanhando a dimensão da população e o tecido económico.
 

Os bancos têm vindo a reduzir a sua estrutura nos últimos anos, incluindo com o fecho de balcões, justificando com a necessidade de cortar custos, o desenvolvimento da digitalização e o menor recurso dos clientes às agências bancárias.
 

Nos últimos anos foi polémico o fecho de balcões sobretudo pelo banco público, a Caixa Geral de Depósitos, motivando protestos das populações e de autarcas.
 

Segundo os dados do Banco de Portugal, na última década (2009-2019), foram cerca de 2.000 as agências que encerraram, havendo 4.013 em 2019.

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