Braga, quarta-feira

Hospital de Braga põe termo a discriminação salarial de 1.571 trabalhadores

Regional

08 Outubro 2020

Redação

O salário de 1.571 trabalhadores do Hospital de Braga vai crescer já a partir de novembro, devido à adesão aos acordos coletivos de trabalho (ACT), hoje assinados pela instituição com as diferentes estruturas sindicais.

O salário de 1.571 trabalhadores do Hospital de Braga vai crescer já a partir de novembro, devido à adesão aos acordos coletivos de trabalho (ACT), hoje assinados pela instituição com as diferentes estruturas sindicais.

Segundo fonte do hospital, em causa estão 805 profissionais das carreiras gerais, 657 enfermeiros, 99 técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica e 10 farmacêuticos.

Os sindicatos vinham reivindicando, há mais de um ano, a assinatura dos ACT para acabar com o que classificavam de “inadmissível discriminação” salarial daqueles trabalhadores.

A reivindicação começou desde que, em 01 de setembro de 2019, a gestão do Hospital de Braga passou do Grupo Mello Saúde para a esfera pública.

Sem a adesão aos ACT, aqueles 1.571 profissionais mantiveram-se com os salários que tinham, o que provocava desigualdades com outros que prestavam exatamente o mesmo serviço.

Segundo o presidente do Conselho de Administração do hospital, João Porfírio Oliveira, aqueles profissionais estavam a ser prejudicados, em média, em valores entre os 100 e os 200 euros.

“O Conselho de Administração empenhou-se afincadamente, desde o início, nesta matéria, para garantir maior equidade entre os profissionais”, referiu, na cerimónia de assinatura do acordo com os sindicatos.

O responsável disse que não serão pagos retroativos mas sublinhou que as atualizações salariais acontecerão já com o salário de novembro, altura em que é pago o subsídio de natal.

“É, por isso, duplamente importante a assinatura agora da adesão aos ACT”, referiu.

Segundo João Porfírio Oliveira, o acordo agora alcançado vai também contribuir para aumentar a “paz social” no hospital e, consequentemente, para uma mais rápida recuperação dos atrasos provocados pela pandemia de covid-19.

O secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, admitiu que este processo “nem sempre foi fácil”, tendo conhecido “avanços, recuos e aproximações”, mas congratulou-se com o desfecho.

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