I3Bs ainda está longe do objectivo inicial

Diversos

30 Março 2021

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

Presidente do I3Bs admite que o balanço dos três anos da mais jovem unidade orgânica da UMinho não é tão positivo como desejaríamos, face às expectativas iniciais. Um dos objectivos por cumprir prende-se com a progressão nas carreiras.

A presidente do Instituto de Investigação em Biomateriais, Biodegradáveis e Biomiméticos (I3B’S) admitiu ontem que o balanço dos três anos de actividade da mais jovem unidade orgânica da Universidade do Minho “não é tão positivo” quanto seria desejável “face às expectativas iniciais”. Manuela E. Gomes desafiou ainda o reitor para que, antes de terminar o mandato, desbloqueie o processo de progressão de carreira dos docentes.


A responsável falava ontem, na sessão online que assinalou os 3.º aniversário do I3B’s e, em simultâneo, os 22 anos do Grupo de Investigação 3B’s.
 

 Numa intervenção bastante reivindicativa, a presidente do I3B’s assumiu que desde início havia consciência de que “o processo não iria ser fácil”, mas lamentou que três anos volvidos o I3B’s esteja “ainda longe” de onde gostaria estar.


Uma das principais reivindicações prende-se com o facto de a progressão dos docentes deste instituto “continuar bloqueada”, uma situação que afirma ser “injusta e que configura até uma situação de ilegalidade”.


Ao apelo, Rui Vieira de Castro explicou que a situação de progressão nas carreiras terá de ser resolvido “através de um revisão estatutária” e garantiu que está “empenhado e comprometido na busca de uma solução”.


O reitor recordou que a UMinho fez “um esforço enorme” no que diz respeito à integração dos trabalhadores no âmbito do PREVPAP, uma vez que a universidade não recebeu nenhum financiamento complementar da parte do Estado português para suportar esta integração. Foram integrados 120 trabalhadores com contrato precário no âmbito do PREVPAP, o que correspondeu a um encargo financeiro adicional na ordem dos 1,7 milhões de euros.


Rui Vieira de Castro garantiu que a UMinho gostaria de corresponder às ambições de todos os seus trabalhadores, mas lembrou que existem limitações, realçando que as transferências do Orçamento de Estado cobrem apenas 60% da massa salarial da instituição.


O reitor considerou ainda que estes três anos do I3B’s “estão marcados pelo sucesso” e agradeceu a todos quantos trabalham nesta unidade orgânica “e fazem muito para que a UMinho seja hoje a instituição de referência que é”.


Vieira de Castro referiu ainda que o I3B’s passou de 27 para 67 investigadores, dos quais seis de carreira e 14 bolseiros. No início deste ano, o instituto tinha em execução 55 projectos com um financiamento global de 31,6 milhões de euros, o que corresponde a cerca de 23% do valor global dos projectos em execução no universo da UMinho.


Desde o início do ano, a UMinho está a pagar a renda das instalações ocupadas pelo I3B’s, disse o reitor, realçando que o objectivo da instituição é adquirir o edifício.

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